ENDURANCE BRASIL – VICE-CAMPEÃ, A EQUIPE STUTTUGART MOTORSPORT PROMETE NOVIDADES PARA O CAMPEONATO DE 2022

A Stuttgart Motorsport encerrou a temporada 2021 do Endurance Brasil como vice-campeã na categoria GT3 e quarta colocada na Força Livre (a classificação geral que premia os dez primeiros colocados em cada corrida, independentemente da categoria do automóvel).

Porsche 911 GT3 R de Marcel Visconde-Ricardo Mauricio
Foto Ricardo Saibro/Stuttgart Motorsport

Os pilotos Marcel Visconde e Ricardo Mauricio levaram o Porsche 911 GT3 R à vitória na prova de abertura, em Goiânia, e chegaram à etapa final, também em Goiânia, com chances matemáticas de chegar ao título.

Encerrada a temporada de 2021, a Stuttgart Motorsport já trabalha para a temporada de 2022, com operação ampliada. Na última corrida de 2021, Visconde e Mauricio tiveram a companhia de Marçal Müller na condução do Porsche 911 GT3 R. A inclusão de um terceiro piloto foi um estudo para uma possível nova composição da equipe, que terá também dois modelos 718 Cayman GT4 Clubsport na categoria GT4. A formação completa da Stuttgart Motorsport será definida nas próximas semanas.

Sobre 2021, Visconde e Mauricio fazem a mesma análise: a Stuttgart Motorsport teve duas fases distintas no campeonato.

“A primeira metade foi muito boa. Fomos competitivos, vencemos a primeira etapa e exploramos bem o conhecimento do 911 GT3 R enquanto as outras equipes ainda estavam conhecendo seus carros”, diz Visconde. “Na segunda parte da temporada, as outras equipes melhoraram, o que era esperado, e tivemos um abandono por ocorrência técnica na penúltima etapa, em Curitiba. Era algo que nunca havia acontecido desde que começamos a disputar o Endurance Brasil, em 2017.”


Porsche 911 GT3 R de Marcel Visconde-Ricardo Mauricio
Foto Ricardo Saibro/Stuttgart Motorsport

Mesmo com esse abandono, Visconde e Mauricio chegaram à última corrida, em Goiânia, podendo ser campeões. O fato de ter um novo piloto, entretanto, obrigou o Porsche a andar com um lastro de 50 kg. Mauricio explica:

“O Marçal andou muito bem, mas o lastro extra nos prejudicou porque não pudemos fazer simular um ‘long run’ nos treinos para ver qual seria a degradação durante a prova. Além disso, nosso carro tem motor de 6 cilindros e ‘sente’ mais esse acréscimo de peso que os modelos com motor V8 dos nossos adversários. O acréscimo de peso afetou particularmente as aproximações e as saídas de curva, que são pontos fortes do Porsche”.

Tanto Visconde quanto Mauricio vêem boas perspectivas para 2022, principalmente porque a atual geração do 911 GT3 R ainda está sendo produzida e recebendo atualizações da fábrica. “Isso é importante porque em 2022 o Endurance Brasil vai ter mais equipes nas classes GT, que ficarão ainda mais competitivas. Um BoP (Balanço de Performance, na sigla em inglês) melhorado vai ser fundamental para haver mais competitividade”, enfatiza.


Visconde e Mauricio no topo do pódio da classe GT3 na primeira etapa, em Goiânia
Foto Ricardo Saibro/Stuttgart Motorsport

O histórico da Stuttgart Motorsport no Endurance Brasil mostra um título na classificação geral em 2017, quando não havia classe separada para os GT3. A partir de 2018, os carros GT3 passaram a contar com categoria exclusiva e a Stuttgart Motorsport terminou em terceiro lugar. De 2019 a 2021, a equipe conquistou três vice-campeonatos consecutivos. “Estamos no caminho certo para sermos ainda mais competitivos no ano que vem”, finaliza Mauricio.


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Luiz Salomão

Blogueiro e arteiro multimídia por opção. Dublê de piloto do "Okrasa" Conexão direta com o esporte a motor!

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