O VERDADEIRO E ÚNICO POSTINHO!

O Postinho foi um marco entre os que gostavam de automovel no Rio. Entre o inicio dos anos 50 e a metade dos anos 70,sucederam-se ao menos 2 geracões .

O Postinho, na esquina de Vieira Souto com Jardim de Alah, começou a se tornar ponto de encontro da turma que gostava de carros no começo dos 50.

Alguns corriam e bem ,como Helio MazzaLuiz Felipe da Gama Cruz, Ricardo Achcar, Amauri Mesquita, Jorge Mourão, Dr. Jivago entre tantos outros que simplesmente gostavam de falar de carros. Mas o Postinho destas duas gerações, contava com personagens que iam do cômico Castrinho ao presidente Toninho Romano, passando por Maron, que era ator de teatro infantil e o Barriga que foi um verdadeiro apaixonado por carros com um senso de humor mordaz.


Outros nome como Márcio Cambalhota, Quase Morto, Mirinho, Capitão Buracão, Biju Rangel, Dadado Simões Lopes, Felipe Aro 13, Eduardo Villela, Redondo, Gumercindo Brunet (primeiro marido de Luiza)Eduardo Barbará, Villarinho, Aberlardo, Gil Magro, Galfaquito, João da Rocha Lagoa e mais tantos que formavam um grupo de total heterogeneidade, que o mundo pasteurizado de hoje não permite sequer que seja explicado a razão deste amalgama que ocorria no Posto que conheci.


A bissexta visita de um Anísio Campos e outros paulistas conferia o ar cosmopolita e espelhava a biodiversidade existente na fauna que frequentava o Posto.
Conversas interminaveis,que acabavam no Alpino ou na Prado Junior com o sol ja raiando,entremeados pela eventual guerra de ovos de madrugada e/ou pela aspersao de espuma branca de extintores e ovadas nas putas da Vieira Souto, sem falar das arrancadas entre carros do Posto e um camburão C1416 da Policia Civil, pilotado pelo detetive Fernando Beleza.


Voltas a Lagoa, tiveram suas largadas dadas em frente ao Bar Lagoa e chegavam a ter 10 participantes, além de subidas e descidas enlouquecidas da Serra de Petrópolis.
A riqueza e as idiosincrasias desses personagens não existem mais. Se esvairam com o charme discreto da burguesia.
Quando começaram os motoqueiros do outro lado da calçaada já era outro mundo… 

FRED DELLA NOCE

Imagens de alguns tantos personagens da época do Postinho

Competindo no Grupo III, Helio tirava o máximo de sua barata, um Gordini “quase” original, e na cola dos DKW de Norman Casari #96 e de Amaury Mesquita #6. Hélio nesta corrida do Fundão em 1965, correu de Gordini #1

 

Aqui o mesmo Gordini #1, emprestado ao “Rato” Emerson Fittipaldi, que deu uma capotada, quando pegou o meio-fio. Hélio observando o estrago.

 

Fábio Crespi, Simca #4, chegando em primeiro, com Luiz Felipe Gama Cruz, Fusca #2 (Okrasa) em segundo.
Fábio Crespi, Simca #4, chegando em primeiro, com Luiz Felipe Gama Cruz, Fusca #2 (Okrasa) em segundo.

 

Primeiro foi a Berlineta hoje conhecida como Simca-Achcar – um Willys Interlagos com traseira modificada, motor Simca V8 montado em posição central e caixa importada, muito potente, porém com graves problemas de arrefecimento. Na foto com Antonio Ferreirinha em Jacarepaguá.(reprodução)

 

Luiz Salomão

Blogueiro e arteiro multimídia por opção. Dublê de piloto do "Okrasa" Conexão direta com o esporte a motor!

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