"UMAS & OUTRAS" #7…

PORSCHE 917 – NASCE O MITO (Parte 3)
Por Joaquim Lopes
1970 – Problemas de pré-temporada…

Já nos primeiros contatos entre a Porsche e a John Wyer Automotive, no final de 1969, ficou patente a recíproca antipatia entre Ferdinand Piech e John Wyer.
A grande cisma entre os dois residia no fato defenderem duas escolas diferentes. Piech apostava no desempenho puro – leia-se maior velocidade final nas retas, característica do 917LH de traseira longa -, enquanto Wyer propunha uma performance mais homogênea em todo o circuito, em prejuízo da velocidade final, como demonstrado no modificado 917K.
Se não fora um tremendo sucesso, pelo menos a vitória nos Mil Km de Zeltweg em 1969 salvara o 917 da completa desmoralização. Intensivos testes de inverno promoveram modificações substanciais no carro com substituição e alteração da carga das molas espirais, no perfil aerodinâmico, novos freios e nova caixa de câmbio. As rodas dianteiras passaram de 9,5 polegadas para 10,5 e as traseiras de 12 para 17 polegadas. Várias peças passaram a ser de titânio ao invés de alumínio, baixando consideravelmente o peso do carro que se demonstrava mais estável e confiável, não obstante um renitente sub-esterço, jamais resolvido.
Apesar das melhorias o Porsche era ainda uma incógnita frente às Ferrari 512S, estas recém lançadas na esteira do sucesso comercial do 917 e que apresentavam um novo motor V12 de 5 litros e 560 HP de potência.
Rico Steinemann montara uma estratégia diferente nesta temporada, elegendo duas equipes oficiais, manobra que já rendera frutos para a Ford no binômio 66/67. Entregou três modelos 917K à John Wyer Automotive, cedendo ainda os dois pilotos oficiais, o suíço Jo Siffert e o britânico Brian Redman, ficando a JWA responsável pelo desenvolvimento e trabalho de pista. John Wyer complementou a equipe com o mexicano Pedro Rodriguez (ex-Ferrari e GT-40) e o desconhecido finlandês Leo Kinnunen, que se revelara no rali e na Fórmula Vê européia..
Já a outra equipe eleita foi a KG-Salzburg, comandada por Ferdinand Piech e tendo por pilotos oficiais Vic Elford, Kurt Ahrens, Richard Attwood e Hans Hermann, utilizando equipamento similar. Mas esta equipe merece um comentário à parte….

O inimigo mora ao lado…

Louise Piech fundara a Porsche AG junto com seu irmão Ferry, sendo detentora de 50% das ações da sociedade, ainda quando seu pai Ferdinand Porsche encontrava-se prisioneiro dos Aliados depois da Segunda Guerra Mundial.
A convivência entre irmãos nunca fora muito amistosa, mas piorou em 1964 quando Louise impôs seu jovem talentoso e ambicioso filho Ferdinand Piech à frente do departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Casa Porsche.
Deve-se a Piech a criação dos famosos modelos 906 (1966), dos 910 e 907 (1967) e do 908 (1968), tendo sido também o principal responsável pelo projeto e desenvolvimento do 917. Esses modelos elevaram a Porsche de simples vencedor de categorias menores á condição de campeão das classes 2 litros (1967) e Protótipos, em 1968.
Era, portanto, natural que a Casa Salzburg tivesse sérias restrições à contratação de John Wyer – um estrangeiro que já os vencera duas vezes em Le Mans – e Louise fez valer sua vontade, criando assim a KG-Áustria (Louise, ao contrário do pai e do irmão, nunca adotara a cidadania alemã, tendo permanecido austríaca e residindo em Salzburg), como o segundo time oficial e com direito a equipamento de fábrica.
Para tanto, a Porsche Áustria costura um acordo com John Van Neuman, o importador oficial da Porsche nos EUA, para dividir os dois 917K nas três etapas americanas – Daytona, Sebring e Watkins Glen -, correndo a KG-Salzburg o restante da temporada européia.
Uma terceira equipe – a suíça Martini Racing International – se juntaria às duas oficiais mais tarde em Le Mans, desagradando fortemente a John Wyer, o responsável pelo desenvolvimento dos carros nas pistas.
A Porsche não deixara nada ao acaso…

E os dados são lançados…

A temporada de 1970 foi, sem dúvida, um dos pontos mais altos da história do automobilismo mundial, pontificado pelo duelo entre Porsche e Ferrari e seus fantásticos 917 e 512S, respectivamente.
Importante lembrar que embora o Campeonato Mundial de Construtores (ou Marcas) deste ano fosse composto de 10 provas, o que interessava mesmo eram as oito primeiras etapas, com o ápice em Le Mans. Assim, Daytona, Sebring, Brands Hatch, Monza, Targa Florio, Spa-Francorchamps, e Nurburgring serviam como preparação e teste para o grande momento em La Sarthe.

Porsches lideram Ferrari em Daytona…

Rodriguez e Kinnunen comemoram em Daytona…

Após Le Mans o campeonato prosseguia em Watkins Glen, terminando em Zeltweg. Duas provas extra-oficiais encerravam o calendário, os 1000 Km de Montlhéry e as 9 Horas de Kyalami (África do Sul).
Naquele ano a temporada iniciou com os Mil Km de Buenos Aires, mas esta sem foros de prova oficial, tanto que as equipes Porsche e Ferrari nem compareceram, guardando forças para as 24 Horas de Daytona. Venceu o novíssimo Matra 650 de Jean Pierre Beltoise e Henri Pescarolo, após abandono por acidente do único 917 presente, o de Brian Redman/David Piper, e à frente de dois 908/2 particulares.
O campeonato inicia-se de fato em Daytona com a surpreendente pole da Ferrari 512S de Mario Andretti/Arturo Merzario nos treinos, à frente de dois Porsches 917K da Gulf-Wyer e outro da Porsche-Salzburg. Apesar do desempenho fantástico de Andretti ao volante da 512S, vence o 917K de Rodriguez/Kinnunen, com Siffert/Redman a seguir, relegando a Ferrari ao terceiro posto.
Interessante notar que as Ferrari 512S correram extra-oficialmente, pois ainda não haviam sido homologadas, portanto não marcando pontos nesta etapa.
Começava ali o duelo de titãs envolvendo Siffert e Rodriguez pela hegemonia dentro da equipe que marcaria todo o restante da temporada.

Sebring, final cinematográfico…

Nem os melhores roteiristas de Hollywwod poderiam sonhar um final como o das 12 Horas de Sebring, segunda etapa do campeonato.
Novamente a Ferrari 512S de Andretti/Merzario dominou os treinos, virando a pole à frente dos 917 K de Siffert/Redman e Elford/Ahrens (KG-Salzburg).
Na corrida, o ritmo infernal imposto por Andretti levou os Porsches a quebras sucessivas, o mesmo ocorrendo à Ferrari. Quando restava somente uma hora para o final a 512S também sofre uma quebra, com Andretti sendo imediatamente recolocado na Ferrari de Nino Vaccarella/Ignazio Giunti que vinha em quarto lugar.
Em menos de uma hora, Andretti, com um desempenho histórico, levou a Ferrari à vitória, ultrapassando na última volta e quase em cima da linha de chegada, o Porsche 908/2 do ator americano Steve McQueen, chegando à frente por uns míseros 1 segundo e 42 décimos!!!

McQueen nas 12Hs deSebring, 1970, segundo mesmo com o pé esquerdo quebrado…

Os italianos saíram de Sebring cheios de esperança com o desempenho das 512S.

“Você estava em Brands Hatch naquele dia ?”

Um público de mais de 20.000 pessoas compareceu a Brands Hatch naquele domingo, 4 de abril de 1970, para assistir à terceira etapa do campeonato, os 1000 Km BOAC.
Aqueles que resistiram ao frio e à chuva foram recompensados com uma das mais eletrizantes performances que um piloto pode proporcionar ao volante de um carro de competição.
O carro, um Porsche 917K; o piloto, o mexicano Pedro Rodriguez….
A Ferrari dominou os treinos classificatórios pela terceira vez consecutiva, desta feita com as novas 512S de 580 HP trazidas para Chris Amon/Arturo Merzario e Jackie Ickx/Jackie Oliver, treinos estes disputados em tempo seco.

Rodriguez lidera no dilúvio de Brands Hatch…

Em terceiro lugar vinha o primeiro Porsche 917, o de Vic Elford/Dennis Hulme, da Casa Salzburg. Num discreto sétimo lugar estavam Rodriguez e Kinnunen.
Até hoje, mesmo para os que estavam presentes, é difícil descrever o que ocorreu ali naquele dia.
O que se sabe é que na primeira volta, debaixo de um temporal, Vic Elford passou liderando com Ickx, Siffert, Amon, Brabham, Pescarolo e Rodriguez na sua cola. No início da segunda volta, uma Lola T-70 estampa no guard-rail na curva Clearways, espalhando destroços por toda a pista.
Bandeiras amarelas são agitadas no local, mas Pedro Rodriguez, encoberto pelo spray de água dos carros à frente, não vê a sinalização e é punido pelos comissários técnicos com uma parada nos boxes, com direito ainda a uma preleção.
Mesmo com uma volta a menos do que o líder, Rodriguez inicia sua grande corrida de recuperação. O que se viu então foi uma das maiores demonstrações de habilidade e coragem debaixo de chuva, ao volante de um carro de corrida.
Em menos de 20 voltas Rodriguez desconta a volta de diferença e encosta em Siffert. Inicia-se ali o grande duelo da corrida, com os dois grandes pilotos atacando e se defendendo de todas as maneiras, debaixo do dilúvio de Brands Hatch, até Rodriguez passar Siffert numa ultrapassagem antológica na Curva Paddock.
Depois da batalha contra Siffert, os carros de Elford e Amon foram presas fáceis e logo Rodriguez encontrava-se na liderança.
Mas o show ainda não terminara. Tendo que ceder o volante do 917 a seu companheiro Leo Kinnunen somente por algumas voltas para cumprir o tempo mínimo regulamentar, Rodriguez volta ao volante imprimindo um ritmo intenso debaixo daquele aguaceiro, ultrapassando nas retas e curvas, por dentro ou por fora, levando o possante 917 ao limite do impensável.
E isto à frente de Jackie Ickx, considerado na época o “rei da chuva”!
O público, mesmerizado e incrédulo diante daquele desempenho irrepreensível, não arredam pé mesmo debaixo de chuva e frio, até a bandeirada final.
Se havia ainda alguma dúvida, naquele final de semana chuvoso, Rodriguez inscrevera seu nome como um dos maiores pilotos de sport-protótipos que o mundo já vira.

Rodriguez atropela a concorrência em Brands Hatch…

A partir daí, uma piada começa a percorrer o paddock, após o memorável desempenho do mexicano: “Alguém avisou a Rodriguez que estava chovendo?”.
Durante anos aqueles que lá estiveram recordavam com uma ponta de saudade:
“Eu estava em Brands Hatch naquele dia…”

Ferrari dá vitória à Porsche…

Nos Mil Km de Monza, disputado duas semanas mais tarde, tanto Ferrari como Porsche compareceram com força total. Seis 512S foram alinhadas, três para o time oficial, uma para a suíça Filipinetti, outra para a Pichio Rossi (esta correria neste ano as Mil Milhas Brasileiras, com Giampiero Moretti/Corrado Manfredini), e a última para Gelo (George Loos).
A Porsche contra-ataca com sete 917K: dois para JWA, dois para KG-Salzburg – esta estreando inclusive um novo motor de 5 litros – e três privados para David Piper, AAW e Gesipa.
A corrida se notabilizou pela excelente velocidade final das 512S, com os 917K pagando o preço da escolha da traseira curta. O fato é que no meio da prova Ignazio Giunti já levava 15 segundos de vantagem sobre o 917K melhor colocado, o de Rodriguez/Kinnunen quando o italiano foi vencido pelo mau trabalho nos pits.

Chris Amon, pole position chega dez voltas atrás de Rodriguez…

Ao entrar nos boxes, Giunti dá de cara com três 512S abastecendo ao mesmo tempo e o tempo perdido o faz perder a liderança para o 917K. Incompreensivelmente, o volante é assumido por Nino Vaccarella, meio segundo mais lento que Giunti, o que só faz aumentar a diferença do Porsche. No último turno, Chris Amon assume os comandos e mesmo pilotando como um alucinado não tem tempo hábil para descontar a diferença, chegando em segundo lugar, um minuto atrás de Rodriguez/Kinnunen.

Em Monza, Ferrari perde para seus próprios erros…

A Ferrari faz segundo, terceiro e quarto lugares, numa corrida decepcionante paras os mais de 80.000 tifosi presentes em Monza, tendo sido derrotada pelos seus erros estratégicos de paradas de boxes e escalação de pilotos, numa prova em que, pela primeira vez no ano, mostrara-se realmente superior à arqui-rival Porsche.
O restante da temporada a gente conta na próxima…
A seguir: Targa Florio, Spa, Nurburgring, Le Mans,Watkins Glen, e Zeltweg…

“Ex-administrador de empresas, já foi um pouco de tudo na vida: bancário, vendedor, publicitário, jornalista, relações públicas, motorista de carreta, garçom, cortador de grama, pintor de paredes, técnico em manutenção de aviões. Já andou por garimpos e extraiu madeira na Amazônia, perambulou por Colômbia, Venezuela, Caribe, México, Estados Unidos, Canadá e Cuba em diversas atividades inconfessáveis. Hoje, aposentado, ocupa-se em alugar a paciência alheia escrevendo sobre automobilismo em blogs e sites especializados de amigos.”.
Fotos (reprodução)

Luiz Salomão

Blogueiro e arteiro multimídia por opção. Dublê de piloto do "Okrasa" Conexão direta com o esporte a motor!

24 comentários em “"UMAS & OUTRAS" #7…

  • 7 de abril de 2008 em 12:22
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    Mestre Joca, obrigado pela citação feita no post anterior, quando lembra meu nome em função dos apelidos famigerados do 917.Justiça seja feita, eu li a história do 917 num excelente artigo publicado na revista Porsche Club, editado por nosso amigo o Luis Pandini. Todo crédito então a ele. Abs.

    Resposta
  • 7 de abril de 2008 em 12:22
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    Mestre Joca, obrigado pela citação feita no post anterior, quando lembra meu nome em função dos apelidos famigerados do 917.Justiça seja feita, eu li a história do 917 num excelente artigo publicado na revista Porsche Club, editado por nosso amigo o Luis Pandini. Todo crédito então a ele. Abs.

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  • 7 de abril de 2008 em 12:44
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    Aliás, sobre essa corrida de Brands Hatch, parece até aquela coisa que se diz daquele jogo Santos x Juventus na Rua Javari, quando o Pelé marcou o gol que ele acha o mais bonito da carreira: se todo mundo que diz que esteve lá no autódromo esteve mesmo, tinha muito mais do que esses 20 mil espectadores, hehehehe… mas baita coisa de louco o Rodriguez, mas quem pode ser normal com um carro daquele?

    Que o Steve MacQueen era louco por corridas e mandava a bota eu até sabia, mas que correu com o pé quebrado é nova…

    Mestre Joa, parabéns… e no aguardo dos próximos capítulos…

    Resposta
  • 7 de abril de 2008 em 12:44
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    Aliás, sobre essa corrida de Brands Hatch, parece até aquela coisa que se diz daquele jogo Santos x Juventus na Rua Javari, quando o Pelé marcou o gol que ele acha o mais bonito da carreira: se todo mundo que diz que esteve lá no autódromo esteve mesmo, tinha muito mais do que esses 20 mil espectadores, hehehehe… mas baita coisa de louco o Rodriguez, mas quem pode ser normal com um carro daquele?

    Que o Steve MacQueen era louco por corridas e mandava a bota eu até sabia, mas que correu com o pé quebrado é nova…

    Mestre Joa, parabéns… e no aguardo dos próximos capítulos…

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  • 7 de abril de 2008 em 15:28
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    Amigo Juca,

    Grande Coluna, VALEU!!

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  • 7 de abril de 2008 em 15:28
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    Amigo Juca,

    Grande Coluna, VALEU!!

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  • 7 de abril de 2008 em 16:08
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    Rogério,
    O Steve McQueen quebrara o pé esquerdo duas semanas antes da prova numa prova de enduro de velocidade para motos. Na verdade, esta corrida ele fez em dupla com Peter Revson com vistas ao treinamento para Le Mans.

    Abs.

    Resposta
  • 7 de abril de 2008 em 16:08
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    Rogério,
    O Steve McQueen quebrara o pé esquerdo duas semanas antes da prova numa prova de enduro de velocidade para motos. Na verdade, esta corrida ele fez em dupla com Peter Revson com vistas ao treinamento para Le Mans.

    Abs.

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  • 7 de abril de 2008 em 17:52
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    P.Q.P que relato show da época.
    Joa,faltou dizer o macacão e o capacete do Rodriguez…hahahaha
    Parabéns pelo texto.Prato cheio para o porscheiro aqui.
    Abração

    Resposta
  • 7 de abril de 2008 em 17:52
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    P.Q.P que relato show da época.
    Joa,faltou dizer o macacão e o capacete do Rodriguez…hahahaha
    Parabéns pelo texto.Prato cheio para o porscheiro aqui.
    Abração

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  • 7 de abril de 2008 em 19:38
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    Já viram um homem de 60 anos chorar ?!?! chorei..

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  • 7 de abril de 2008 em 19:38
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    Já viram um homem de 60 anos chorar ?!?! chorei..

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  • 7 de abril de 2008 em 22:40
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    Joaquim,
    mais uma coluna impecável.
    Me diga uma coisa, que sempre tive curiosidade e se você pode me responder, já que você citou o Steve McQueen, aquele porsche da 24 horas de Le mans que sofreu aquele terrível acidente era de verdade mesmo ou era uma cópia somente para aquela cena.
    Abraço.
    Jovino

    Resposta
  • 7 de abril de 2008 em 22:40
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    Joaquim,
    mais uma coluna impecável.
    Me diga uma coisa, que sempre tive curiosidade e se você pode me responder, já que você citou o Steve McQueen, aquele porsche da 24 horas de Le mans que sofreu aquele terrível acidente era de verdade mesmo ou era uma cópia somente para aquela cena.
    Abraço.
    Jovino

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  • 8 de abril de 2008 em 08:27
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    Meu caro Jovino,
    O chassi #13 – ex-team oficial John Wyer em 1970 -foi comprado pela Solar Produções de Jo Siffert para a realização do filme Le Mans. Sofreu um acidente nas filmagens com David Piper ao volante, o que provocou a perda da perna do piloto inglês. Mais tarde recuperado na fábrica, integrou a equipe oficial de John Wyer em 71, sob o #34.
    No caso do filme foram usadas duas Lolas T-70 MK3B “maquiadas” de 917K e 512S; foram essas Lolas que foram destruídas no filme, tanto na cena do 917K como na da 512S. Tenho a foto dos “restos mortais” das duas Lolas T-70 em algum lugar, logo que localizar mando pro Saloma postar aqui.

    Grande abraço,

    Resposta
  • 8 de abril de 2008 em 08:27
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    Meu caro Jovino,
    O chassi #13 – ex-team oficial John Wyer em 1970 -foi comprado pela Solar Produções de Jo Siffert para a realização do filme Le Mans. Sofreu um acidente nas filmagens com David Piper ao volante, o que provocou a perda da perna do piloto inglês. Mais tarde recuperado na fábrica, integrou a equipe oficial de John Wyer em 71, sob o #34.
    No caso do filme foram usadas duas Lolas T-70 MK3B “maquiadas” de 917K e 512S; foram essas Lolas que foram destruídas no filme, tanto na cena do 917K como na da 512S. Tenho a foto dos “restos mortais” das duas Lolas T-70 em algum lugar, logo que localizar mando pro Saloma postar aqui.

    Grande abraço,

    Resposta
  • 8 de abril de 2008 em 21:10
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    Mestre Joca!
    Texto com gosto de quero mais!Fiquei na vontade de ler mais com o final desse primoroso texto!
    Das poucas coisas que vi na vida, uma foi a largada e primeira hora de Lemans 88 ou 89, uma briga de foice sem tamanho pela liderança…só imagino como era isso nos anos 70, mas graças aos céus e ao teu talento deu para passar a emoção que foi…e enquanto houver textos sobre o 917 sobre esse disputadíssimo certame que foi o de 1970!

    Um abraço!

    Régis

    Resposta
  • 8 de abril de 2008 em 21:10
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    Mestre Joca!
    Texto com gosto de quero mais!Fiquei na vontade de ler mais com o final desse primoroso texto!
    Das poucas coisas que vi na vida, uma foi a largada e primeira hora de Lemans 88 ou 89, uma briga de foice sem tamanho pela liderança…só imagino como era isso nos anos 70, mas graças aos céus e ao teu talento deu para passar a emoção que foi…e enquanto houver textos sobre o 917 sobre esse disputadíssimo certame que foi o de 1970!

    Um abraço!

    Régis

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  • 9 de abril de 2008 em 08:21
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    Tô acompanhando, Saloma e mestre Joa. Está sensacional! Fiz uma matéria sobre este carro, mas aqui tem muita coisa que eu não sabia. Aguardo o próximo capítulo… Abraços! (LAP)

    Resposta
  • 9 de abril de 2008 em 08:21
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    Tô acompanhando, Saloma e mestre Joa. Está sensacional! Fiz uma matéria sobre este carro, mas aqui tem muita coisa que eu não sabia. Aguardo o próximo capítulo… Abraços! (LAP)

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  • 10 de abril de 2008 em 13:26
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    Grande Mestre Joca!

    O grande nome da coluna dessa vez foi Pedro Rodrigues ,um piloto a moda antiga ,foi o maior adversario de Emerson na primeira vitoria do Brasileiro .Infelizmente morreu muito cedo.
    Está fantastica a serie!

    Resposta
  • 10 de abril de 2008 em 13:26
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    Grande Mestre Joca!

    O grande nome da coluna dessa vez foi Pedro Rodrigues ,um piloto a moda antiga ,foi o maior adversario de Emerson na primeira vitoria do Brasileiro .Infelizmente morreu muito cedo.
    Está fantastica a serie!

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  • 9 de fevereiro de 2011 em 23:57
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    Sempre a aprender, obrigado, não sabia que eram 2 Lola que foram destruídas no filme, como 917K e 512S.

    Resposta
  • 9 de fevereiro de 2011 em 23:57
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    Sempre a aprender, obrigado, não sabia que eram 2 Lola que foram destruídas no filme, como 917K e 512S.

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