UMAS & OUTRAS #15 – Protótipos Brasileiros [Parte Um]

No início dos anos 60 o automobilismo brasileiro era composto por provas de turismo, onde corriam as equipes de fábrica (FNM, Simca, Vemag e Willys), força livre (onde imperavam as carreteras), algumas de carro esporte bipostos e os monopostos híbridos da Mecânica Nacional.

Primórdios dos protótipos nacionais

A participação das fábricas nas corridas nacionais obrigou a necessidade de enquadrar os carros dentro do Anexo J da FIA nos Grupos Um, Dois e Três. O Grupo 1 contemplava carros praticamente de série, quase sem modificações. Já o grupo 2 permitia algumas alterações, mantidos os carburadores originais, sendo o preferido dos estreantes e novatos. No Grupo 3 a preparação era quase livre, e era aqui que pontificavam as equipes de fábrica.

Devido à pouca oferta de modelos nacionais competindo – e para evitar um confronto direto – era necessário a divisão em classes. Assim, Dauphines e Gordinis venciam sempre na classe até 850 cc; os DKW eram imbatíveis na 1000 cc e, se alguma disputa direta havia, era na classe acima de 2 litros entre JK-FNm e Simca, com notória desvantagem para este último, claramente sub-potenciado apesar do propalado motor V-8.

E assim foi até 1962 quando chegaram as berlinetas Willys Interlagos. Homologadas na Europa como Turismo (erro consertado no ano seguinte) as berlinetas da equipe Willys logo se tornaram os bicho papões das nossas corridas domésticas, dominando as temporadas de 1963 e 64.
Estava claro que algo deveria ser feito pelas fábricas concorrentes se almejavam vitórias na classificação geral. As berlinetas Willys-Interlagos eram o inimigo comum.

A Simca havia promovido um grande desenvolvimento técnico de seus fracos motores V-8, chegando em 1964 a atingir 144 HP nos seus 2.600 cc, mas o grande handicap era o peso elevado dos seus sedans. A Vemag se debatia com seus motores de dois tempos limitados a 1080 cc e no máximo 92 HP em regime de corrida (nos melhores casos) e a sempre falimentar FNM já havia se retirado das pistas, deixando a sua defesa a pilotos independentes, destacadamente as equipes de Petrópolis, os habituais e os mais bem sucedidos usuários da marca.

A situação complica-se ainda mais quando as berlinetas Interlagos passam a utilizar motores Renault R-8 de 1100 cc, freios a disco e câmbio de cinco marchas, consolidando ainda mais a hegemonia conseguida em anos anteriores.

A Equipe Simca resolve radicalizar e, sob os auspícios do engenheiro Pasteur, importa da França três Simca-Abarth de dois litros e 200 HP. Estes carros, aqui trazidos como protótipos, dominaram as corridas brasileiras entre 64 e 65, vencendo 27 de 28 provas disputadas, perdendo somente o GP do IV Centenário, no circuito da Barra da Tijuca, para a Ferrrari 250 GTO-Drogo de Camilo Christófaro.

Ao mesmo tempo em que dominavam as corridas com suas Abarth, a Simca não descuidou de inscrever seus sedans regulares e, paralelamente, autorizou a construção de um protótipo nacional. A ordem era utilizar o máximo possível os recursos existentes e a mecânica tradicional Simca Tufão.

O projeto foi realizado com supervisão do engenheiro George Perrot, gerente do Departamento de Competições, na melhor tradição de “mecânica de carreteras”: o protótipo Tempestade usava a suspensão dianteira e freios da Maserati-Corvette da mecânica nacional que pertencera a Ciro Cayres, parte central tubular e longarinas da linha de produção na traseira, a fim de acomodar suspensão, diferencial e freios do Simca sedan.

O motor era o Aquillon V-8 de 160 HP, acoplado num câmbio de linha de três marchas, relação alongada (na prática, 2ª., 3ª., e 4ª. Marchas) e relação de diferencial de 9:43, original do Simca Jangada. A carroceria, desenhada por Anísio campos, foi feita em alumínio e como curiosidade ou prova da precariedade daqueles tempos, o protótipo Tempestade não possuía parede de fogo, ficando o piloto exposto ao extremo calor e ruído provocado pelo motor. Uma verdadeira sauna e trio elétrico ambulante.

Vitória com sabor de picolé

O Tempestade alcança uma vitória nas 6 Horas de Brasília em novembro de 1964, mais por ordem do recém contratado chefe de equipe Chico Landi do que por mérito próprio. Conta-se, a título de gozação, que era tanta a vantagem do Simca-Abarth de Jaime Silva, que este teve que parar o carro no circuito e saborear alguns picolés enquanto o protótipo descontava as voltas de desvantagem.

A Equipe Simca em 65, o Tempestade ao fundo

O carro voltaria a Brasília para a disputa das 12 Horas de 1965 quando terminou em quarto lugar, pilotado por Marivaldo Fernandes e Jaú, mas os constantes saltos e trepidações do pesado eixo traseiro lhe valeram o incômodo apelido de Perereca, que o acompanharia pelo restante de seus dias.

Ainda neste ano o carro consegue um segundo lugar no Circuito de Vitória (ES), com Ciro Cayres e repete a mesma colocação na prestigiada prova Rodovia do Café (PR) até culminar com uma inesperada vitória nos 500 Km do Rio de Janeiro, pilotado pelo trio Jaime Silva, Ciro Cayres e Jaú.

No ano seguinte, as Abarth são deportadas de volta à França e a Simca do Brasil, já em fase de negociações de venda com a Chrysler concentra seus esforços nos sedans Tufão, mas só disputa até o meio da temporada, abandonando oficialmente de vez as pistas. O protótipo Tempestade-Perereca é então encostado, não se sabendo o destino final do carro. Provavelmente virou sucata, como era de hábito nestes casos. Foi o fim melancólico do primeiro protótipo de fábrica do Brasil.

DKW-Malzoni, de protótipo a Gran Turismo

Ainda em 1964 o dublê de advogado, carrozzieri e fabricante de cachaça Rino Malzoni construiu em sua fazenda Chimbó, município de Matão, SP, um interessante e belo GT que usava mecânica DKW.

Nesta época, a Vemag se debatia com o mesmo dilema que as demais; procurava um carro competitivo para fazer frente às berlinetas Interlagos, uma vez que seus sedans DKW somente eram competitivos em circuitos de rua ou em provas de curta duração.

Malzoni de chapa vence o Prêmio Simon Bolívar

Do interesse em comum entre Rino Malzoni e Jorge Lettry, surgiu a possibilidade de usar o GT em corridas. Ainda em carroceria de chapa, o carro estreou nas 6 Horas de Interlagos de 64, com Marinho Camargo ao volante, conseguindo um honroso segundo lugar, atrás somente da imbatível Simca-Abarth, além de vencer também o GP Simon Bolívar com a dupla Marinho Camargo/Milton Masteguin. Apesar dos resultados aparentemente positivos o carro sofria de excesso de peso derivado da carroceria de chapa. Até então o carro correra como protótipo nacional, devido não estar ainda produzido em série. O sucesso do carro nas pistas ensejou a criação da Lumimari, empresa formada por Lettry, Marinho, Masteguin e Rino, que dariam início á fabricação do lendário Malzoni-DKW. No ano seguinte, 1965, três unidades do Malzoni com carroceria de fibra de vidro seriam alocados à equipe Vemag, sendo que desta vez correndo como Gran Turismo.

O GT Malzoni devolveu à equipe Vemag a competitividade perdida com seus Belcar sedan, tornando-se um adversário temível das berlinetas até o completo afastamento da equipe de fábrica em meados de 1966.

Karmann Ghia-Porsche: protótipo ou GT?

Ainda em 1964 um fato aparentemente isolado concorre decisivamente para a criação da categoria protótipo no Brasil. Correndo com um carro particular do engenheiro Paulo Goulart, o campeão Chico Landi vence as 100 Milhas da Guanabara, à frente das equipes de fábrica. A vitória foi bastante contestada, pois Landi pilotava um Karmann-Ghia nacional equipado com motor Porsche 356 inscrito como Gran Turismo.

Chico Landi lidera Malzoni nas 100 Milhas da Guanabara

A resistência à participação do Karmann Ghia-Porsche leva Paulo Goulart a desenvolver um kit para motores VW que, instalado num fusca Pé-de-Boi, faz grande sucesso nas mãos de José Carlos Pace. Animado com os resultados o motor é colocado então num Karmann Ghia e a imprensa especializada começa a chamar o carro erradamente de Karmann Ghia Porsche.

Novamente começam as resistências aos carros da equipe Dacon, principalmente da equipe Willys, já em luta inglória contra os Simca-Abarth e os renovados DKW-Malzoni. A Willys resolve então importar as Alpine-Renault com motor 1300 cc, pressionando para tal a CBA a fim de criar a categoria protótipos no Brasil no início de 1966.

Assim, por um passe de mágica, estavam homologados Alpine-Renault e Karmann Ghia-Porsches que, com a saída dos Simca-Abarth, iriam dominar a cena nos dois próximos anos. Em 1967, a Willys transformaria seus Alpine Renault nos lendários Willys Mark I e os KG-Porsche correram com sucesso até os Mil Km de Brasília onde conseguiram os três primeiros lugares.

Vitória em Brasilia não evitou o fim da Dacon

Surpreendentemente, após esta vitória histórica, a Dacon se retira das pistas e seus carros são vendidos aos irmãos Fittipaldi, a Sidney Cardoso e aos irmãos Varanda, de Petrópolis.

Os temíveis Willys Mark I, sempre uma ameaça

Dois destes continuariam a saga dos carros da Dacon; os irmãos Fittipaldi construiriam o Fitti-Porsche e Sidney Cardoso montaria o famoso Lorena-Porsche, carros que inscreveriam seus nomes nos dois anos seguintes.
Mas isto é assunto para a próxima coluna.

Joaquim Lopes
Fotos [reprodução]

Luiz Salomão

Blogueiro e arteiro multimídia por opção. Dublê de piloto do "Okrasa" Conexão direta com o esporte a motor!

96 comentários em “UMAS & OUTRAS #15 – Protótipos Brasileiros [Parte Um]

  • 2 de junho de 2008 em 08:25
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    Dizer o quê?
    Nada como começar uma segunda feira lendo as colunas do Mestre Joaquim. A propósito, não é a traseira do Fitti Porsche ali na última foto á esquerda, em frente aos Bino Mark I ?

    Resposta
  • 2 de junho de 2008 em 08:25
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    Dizer o quê?
    Nada como começar uma segunda feira lendo as colunas do Mestre Joaquim. A propósito, não é a traseira do Fitti Porsche ali na última foto á esquerda, em frente aos Bino Mark I ?

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  • 2 de junho de 2008 em 08:49
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    Mestre Joaquim, quebra as pernas da gente logo na segunda-feira, parabéns pelo post maravilhoso.

    Francisco/Sto.André

    Resposta
  • 2 de junho de 2008 em 08:49
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    Mestre Joaquim, quebra as pernas da gente logo na segunda-feira, parabéns pelo post maravilhoso.

    Francisco/Sto.André

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  • 2 de junho de 2008 em 12:37
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    Joca, com seu texto enxuto e claro deu pra vislumbrar o cenário das corridas naqueles longíncuos(?) anos 60.
    Dá pra imaginar os raios e trovões lançados pelo Greco diante dos modelos que chegavam sem parar pra desafiar sua equipe. Muito bom, abs.

    Resposta
  • 2 de junho de 2008 em 12:37
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    Joca, com seu texto enxuto e claro deu pra vislumbrar o cenário das corridas naqueles longíncuos(?) anos 60.
    Dá pra imaginar os raios e trovões lançados pelo Greco diante dos modelos que chegavam sem parar pra desafiar sua equipe. Muito bom, abs.

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  • 2 de junho de 2008 em 13:04
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    Reláto fantastico, fotos idem. Fazia tempo que eu não via a traseira de um Mark I…

    Resposta
  • 2 de junho de 2008 em 13:04
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    Reláto fantastico, fotos idem. Fazia tempo que eu não via a traseira de um Mark I…

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  • 2 de junho de 2008 em 14:14
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    Joaquim,
    É uma pena, mas não vi os simcas abarts correrem aqui em Brasília, pois era muito moleque na época. Acho que começei a acompanhar corridas aqui por volta de 67 ou 68.
    Agora, os Alpines foram transformados nos Mark I e II. Eu vi um exposto no Centro de Convenções a uns 5 anos atrás num evento organizado pelo Nasser, e o outro, ainda existem os dois?
    Parabens pela matéria.
    Jovino

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  • 2 de junho de 2008 em 14:14
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    Joaquim,
    É uma pena, mas não vi os simcas abarts correrem aqui em Brasília, pois era muito moleque na época. Acho que começei a acompanhar corridas aqui por volta de 67 ou 68.
    Agora, os Alpines foram transformados nos Mark I e II. Eu vi um exposto no Centro de Convenções a uns 5 anos atrás num evento organizado pelo Nasser, e o outro, ainda existem os dois?
    Parabens pela matéria.
    Jovino

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  • 2 de junho de 2008 em 16:40
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    Meu caro Gilberto, vc tem razão. Esta prova foi disputada no início de 1968 – creio ser a Almirante Tamnadaré no antigo circuito de Jacarepaguá – e aí o Fitti-Porsche ainda se apresentava na versão spyder. Acredito que foi nos Mil Km de Brasilia que o carro apareceu na versão fechada.

    Antes que me esqueça, os créditos: as fotos são do site Óbvio.

    Resposta
  • 2 de junho de 2008 em 16:40
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    Meu caro Gilberto, vc tem razão. Esta prova foi disputada no início de 1968 – creio ser a Almirante Tamnadaré no antigo circuito de Jacarepaguá – e aí o Fitti-Porsche ainda se apresentava na versão spyder. Acredito que foi nos Mil Km de Brasilia que o carro apareceu na versão fechada.

    Antes que me esqueça, os créditos: as fotos são do site Óbvio.

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  • 2 de junho de 2008 em 18:49
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    Maravilha, estou chegando da Bahia(oeste} e nada como recomeçar por aqui com uma coluna do Mestre Joca.

    Para falar a verdade estou imprimindo as colunas e logo logo mando encardernar.

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  • 2 de junho de 2008 em 18:49
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    Maravilha, estou chegando da Bahia(oeste} e nada como recomeçar por aqui com uma coluna do Mestre Joca.

    Para falar a verdade estou imprimindo as colunas e logo logo mando encardernar.

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  • 2 de junho de 2008 em 19:59
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    Uma maravilha as fotos e os textos.Parabéns.

    Resposta
  • 2 de junho de 2008 em 19:59
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    Uma maravilha as fotos e os textos.Parabéns.

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  • 2 de junho de 2008 em 20:09
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    Sr Joaquim boanoite,sendo morador de Petrópolis Rj tenho a sote de conhecer João Varanda Filho vúlgo (Diquica) que ainda tem fotos desse carro…Ghia Porche e de outras corridas de Petrópolis, inclusive os DKW… se quiser posso conseguir… Um grande abraço, adorei amateria demais

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  • 2 de junho de 2008 em 20:09
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    Sr Joaquim boanoite,sendo morador de Petrópolis Rj tenho a sote de conhecer João Varanda Filho vúlgo (Diquica) que ainda tem fotos desse carro…Ghia Porche e de outras corridas de Petrópolis, inclusive os DKW… se quiser posso conseguir… Um grande abraço, adorei amateria demais

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  • 2 de junho de 2008 em 21:22
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    Antes que me perguntem, vamos esclarecer algumas dúvidas sobre os Mark I e o Bino Mark II. Os Mark I (corriam com os numerais 21 e 22) são nada mais nada menos que os Alpine-Renault 46 e 47 (temporada de 66), devidamente modificados pelo Toni Bianco para a Equipe Willys em 67. Já o Bino Mark II estreou em 68 nos Mil Km de Brasilia, e foi construido sobre a plataforma do protótipo Willys 1300. Falo deles na próxima coluna, ok?

    Jovino,
    Os Mark I sobreviveram ao tempo. Um está com o publicitário Mauro Salles (é só checar o vídeo sobre o Luisinho Pereira Bueno aí embaixo que o Mark I está lá) e o outro acidentou-se em Petrópolis em 1968 (o Saloma presenciou este acidente, pode falar mais…)com o Carol Figueiredo. O carro foi quase todo reconstruído e recentemente vendido, só não sei pra quem… Novamente o Saloma está mais bem informado que eu nessas lides petropolitanas já que o “homem” é de lá.

    Grande abraço,

    Resposta
  • 2 de junho de 2008 em 21:22
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    Antes que me perguntem, vamos esclarecer algumas dúvidas sobre os Mark I e o Bino Mark II. Os Mark I (corriam com os numerais 21 e 22) são nada mais nada menos que os Alpine-Renault 46 e 47 (temporada de 66), devidamente modificados pelo Toni Bianco para a Equipe Willys em 67. Já o Bino Mark II estreou em 68 nos Mil Km de Brasilia, e foi construido sobre a plataforma do protótipo Willys 1300. Falo deles na próxima coluna, ok?

    Jovino,
    Os Mark I sobreviveram ao tempo. Um está com o publicitário Mauro Salles (é só checar o vídeo sobre o Luisinho Pereira Bueno aí embaixo que o Mark I está lá) e o outro acidentou-se em Petrópolis em 1968 (o Saloma presenciou este acidente, pode falar mais…)com o Carol Figueiredo. O carro foi quase todo reconstruído e recentemente vendido, só não sei pra quem… Novamente o Saloma está mais bem informado que eu nessas lides petropolitanas já que o “homem” é de lá.

    Grande abraço,

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  • 2 de junho de 2008 em 22:47
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    Vanderson…Jiquica e não Diquica, era um dos companheiros da turma de meu primo na terrinha, Petrópolis. Me lembro da Filpan, onde as baratas ficavam nos dias de prova…do Passarinho que colocava a mão na graxa e por aí vai. Essa KG-Porsche tinha no parabrisa dianteiro o nome do Jiquica na faixa branca e foi na minha frente que ele estampou o poste na descida da R. Alberto Torres e tem história. Vc pode mandar as fotos e se possível com legendas, mas se não tiver, não tem problema, nós matuzas identificamos a bagaça!
    Obrigado pelo carinho para com o blog e seus colaboradores e mande vê no material e apareça…
    abs
    LS

    PS: Sr. Joaquim não, é como dizemos, SENHOR tá no Céu e o Joca é um garoto…

    Resposta
  • 2 de junho de 2008 em 22:47
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    Vanderson…Jiquica e não Diquica, era um dos companheiros da turma de meu primo na terrinha, Petrópolis. Me lembro da Filpan, onde as baratas ficavam nos dias de prova…do Passarinho que colocava a mão na graxa e por aí vai. Essa KG-Porsche tinha no parabrisa dianteiro o nome do Jiquica na faixa branca e foi na minha frente que ele estampou o poste na descida da R. Alberto Torres e tem história. Vc pode mandar as fotos e se possível com legendas, mas se não tiver, não tem problema, nós matuzas identificamos a bagaça!
    Obrigado pelo carinho para com o blog e seus colaboradores e mande vê no material e apareça…
    abs
    LS

    PS: Sr. Joaquim não, é como dizemos, SENHOR tá no Céu e o Joca é um garoto…

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  • 2 de junho de 2008 em 22:50
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    Jovino…acho que de tanto me relacionarem e ser uma testumunha viva dos acidentes que fizeram a corrida de Petrópolis, isso pra mim, a maior trajédia automobilística do Brasil, vou conter as emoções e tentar escrever algumas linhas sobre cada acidente…
    LS

    Resposta
  • 2 de junho de 2008 em 22:50
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    Jovino…acho que de tanto me relacionarem e ser uma testumunha viva dos acidentes que fizeram a corrida de Petrópolis, isso pra mim, a maior trajédia automobilística do Brasil, vou conter as emoções e tentar escrever algumas linhas sobre cada acidente…
    LS

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  • 2 de junho de 2008 em 23:31
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    sr. joaquim parabens pela reportagem.Nos que gostamos de relembrar a historia do nosso automobismo,agradecemos e pedimos mais.

    Resposta
  • 2 de junho de 2008 em 23:31
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    sr. joaquim parabens pela reportagem.Nos que gostamos de relembrar a historia do nosso automobismo,agradecemos e pedimos mais.

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  • 2 de junho de 2008 em 23:40
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    Fantásticas as histórias;o mais incrível é que nós da Associação de Veículos Antigos de Juiz de Fora acabamos de imprimir um calendário com fotos das duas últimas corridas realizadas aqui em nossa cidade ha quarenta anos.Uma foto recuperada de jornal está o karman-ghia de Toninho Varanda.Estes calendários serão distribuídos como brindes de recordação aos expositores no nosso 7° encontro nos dias 28 e 29 de junho;mande um endereço em pvt que envio para voce . um abraço luiz carlos

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  • 2 de junho de 2008 em 23:40
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    Fantásticas as histórias;o mais incrível é que nós da Associação de Veículos Antigos de Juiz de Fora acabamos de imprimir um calendário com fotos das duas últimas corridas realizadas aqui em nossa cidade ha quarenta anos.Uma foto recuperada de jornal está o karman-ghia de Toninho Varanda.Estes calendários serão distribuídos como brindes de recordação aos expositores no nosso 7° encontro nos dias 28 e 29 de junho;mande um endereço em pvt que envio para voce . um abraço luiz carlos

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  • 2 de junho de 2008 em 23:56
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    Caro Joca
    Ao ler seu texto, comecei a ver o filme (não havia vídeo tape) de minha infância. Parabéns!
    Você chegou a acompanhar a equipe Gancia, do Piero Gancia (pai da jornalista Bárbara Gancia) e que tinha como piloto um vizinho de minha casa, chamado Ruggero Peruzzo? O Piero tinha uma fábrica (ou importadora) de bebidas. Naquela época, também começou a correr, na rua, o Wilson Fittipaldi, o Pedro Peste e o Tavares, com sua Rural Willis. Havia um pequeno circuito pelas ruas da Aclimação bem frequentado nas madrugadas, que incluia o “curvão da morte”, no final da Rua Brás Cubas, onde fica a Igreja Nossa Senhora do Carmo.
    Nas carreteras FNM-2000, além do Camilo Cristófaro, havia o Celso Lara Barberis, que morreu em Interlagos, o Bird Clemente e o maravilhoso Ciro Caires, citado por você. Parabéns pelo artigo e pela memória. Hoje em dia, só se fazem ultrapassagens nos boxes, com os carros parados. E naquela época, parceiro – só para terminar nossas lembranças – camisinha era apenas uma camisa pequena. Abração e fique com Deus.
    Kiko Mazziotti

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  • 2 de junho de 2008 em 23:56
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    Caro Joca
    Ao ler seu texto, comecei a ver o filme (não havia vídeo tape) de minha infância. Parabéns!
    Você chegou a acompanhar a equipe Gancia, do Piero Gancia (pai da jornalista Bárbara Gancia) e que tinha como piloto um vizinho de minha casa, chamado Ruggero Peruzzo? O Piero tinha uma fábrica (ou importadora) de bebidas. Naquela época, também começou a correr, na rua, o Wilson Fittipaldi, o Pedro Peste e o Tavares, com sua Rural Willis. Havia um pequeno circuito pelas ruas da Aclimação bem frequentado nas madrugadas, que incluia o “curvão da morte”, no final da Rua Brás Cubas, onde fica a Igreja Nossa Senhora do Carmo.
    Nas carreteras FNM-2000, além do Camilo Cristófaro, havia o Celso Lara Barberis, que morreu em Interlagos, o Bird Clemente e o maravilhoso Ciro Caires, citado por você. Parabéns pelo artigo e pela memória. Hoje em dia, só se fazem ultrapassagens nos boxes, com os carros parados. E naquela época, parceiro – só para terminar nossas lembranças – camisinha era apenas uma camisa pequena. Abração e fique com Deus.
    Kiko Mazziotti

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  • 3 de junho de 2008 em 00:53
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    será que voltam um dia as corridas à Petropolis? Ao menos uma exibição de carros poderiamos ter!

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 00:53
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    será que voltam um dia as corridas à Petropolis? Ao menos uma exibição de carros poderiamos ter!

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  • 3 de junho de 2008 em 01:09
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    É realmente uma pena não haver muitas imagens sobre esse inicio do automobilismo nacional. Com relatos como esse, riquíssimos em detalhes, poderia-se até pensar um dia no surgimento de um documentário-filme sobre esta época dos grandes pilotos e suas máquinas infernais.

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 01:09
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    É realmente uma pena não haver muitas imagens sobre esse inicio do automobilismo nacional. Com relatos como esse, riquíssimos em detalhes, poderia-se até pensar um dia no surgimento de um documentário-filme sobre esta época dos grandes pilotos e suas máquinas infernais.

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  • 3 de junho de 2008 em 03:48
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    FANTASTICO!!!
    Obrigado ao colunista

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 03:48
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    FANTASTICO!!!
    Obrigado ao colunista

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 07:40
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    bons tempos em que braço e graxa moviam estas máquinas. um grande abraço

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 07:40
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    bons tempos em que braço e graxa moviam estas máquinas. um grande abraço

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  • 3 de junho de 2008 em 07:52
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    toller…o Circuito de Rua de Petrópolis permaneceu até a alguns anos inalterado. Isto é, sem obras que o comprometiam. Depois vieram as benfeitorias na cidade e atualmente é impraticácel retornar ao passado, mesmo como uma simples exibição. A grande reta da avenida XV de Novembro não existe mais e nem o nome, hoje Rua do Imperador. A fatídiga Rua Floriano Peixoto onde ocorreram os acidentes do Carol e Sérgio, está com quebra-molas; a Rua Alberto Torres permanece e a reta da avenida Ipiranga tambem, mas com ilhas e quebra-molas. A Curva da Catedral, foi-se e a parte do Museu ainda está como a original. A Curva da Praça D. Pedro tambem não existe mais e fora as alterações de piso etc…era um circuito mutante, hora fazendo provas no sentido horário, hora no anti-horário, isto é, descendo e subindo a ladeira da Alberto Torres…
    uma pena, isso acontecer, porque se tivéssemos prefeitos e governantes com apelo histórico, teríamos até hoje nossa prova, com limitações é claro, de rua em nosso Precipado! Como Mônaco, Circuito de Pau, Macau…
    LS
    LS

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 07:52
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    toller…o Circuito de Rua de Petrópolis permaneceu até a alguns anos inalterado. Isto é, sem obras que o comprometiam. Depois vieram as benfeitorias na cidade e atualmente é impraticácel retornar ao passado, mesmo como uma simples exibição. A grande reta da avenida XV de Novembro não existe mais e nem o nome, hoje Rua do Imperador. A fatídiga Rua Floriano Peixoto onde ocorreram os acidentes do Carol e Sérgio, está com quebra-molas; a Rua Alberto Torres permanece e a reta da avenida Ipiranga tambem, mas com ilhas e quebra-molas. A Curva da Catedral, foi-se e a parte do Museu ainda está como a original. A Curva da Praça D. Pedro tambem não existe mais e fora as alterações de piso etc…era um circuito mutante, hora fazendo provas no sentido horário, hora no anti-horário, isto é, descendo e subindo a ladeira da Alberto Torres…
    uma pena, isso acontecer, porque se tivéssemos prefeitos e governantes com apelo histórico, teríamos até hoje nossa prova, com limitações é claro, de rua em nosso Precipado! Como Mônaco, Circuito de Pau, Macau…
    LS
    LS

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  • 3 de junho de 2008 em 08:14
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    É muito saber que alguém procura preservar a História e a Glória do nosso Automobilismo, pois, muita gente não sabe quem foram nossos primeiros pilotos, nossos primeiros bólidos e a origem dessa paixão avassaladora pelo cheiro de gasolina, borracha queimada, côres brilhantes e homens arrojados, loucos, mas, ao mesmo tempo, heróis de uma época em que não havia tanta tecnologia e a vitória se conseguia na inteligência e no braço.

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  • 3 de junho de 2008 em 08:14
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    É muito saber que alguém procura preservar a História e a Glória do nosso Automobilismo, pois, muita gente não sabe quem foram nossos primeiros pilotos, nossos primeiros bólidos e a origem dessa paixão avassaladora pelo cheiro de gasolina, borracha queimada, côres brilhantes e homens arrojados, loucos, mas, ao mesmo tempo, heróis de uma época em que não havia tanta tecnologia e a vitória se conseguia na inteligência e no braço.

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  • 3 de junho de 2008 em 08:25
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    Saloma, estive em Petrópolis 2 vezes e adorei a cidade. Imagino como não deveria ser assistir corridas naquele circuito improvisado.
    Águia, não lembro exatamente se era 67 ou 68, mas o Fitti-porsche participou sim dos mil quilômetros de Brasília e se você deve lembrar após a largada debaixo da rodoviária os carros desciam num pau só e contornavam a direita e faziam o que a gente chama aqui de tesourinha em direção a uma via que dava lá na w3 norte. Pois é, ali, o fitti-porsche deu uma rodada e eu e uns amigos ficamos empurrando o carrinho exaustivamente durante muito tempo para fazê-lo pegar até cansar e sentar no meio-fio e depois apareceram mais gente e conseguiram fazer o fitti retornar a prova.
    Jovino

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 08:25
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    Saloma, estive em Petrópolis 2 vezes e adorei a cidade. Imagino como não deveria ser assistir corridas naquele circuito improvisado.
    Águia, não lembro exatamente se era 67 ou 68, mas o Fitti-porsche participou sim dos mil quilômetros de Brasília e se você deve lembrar após a largada debaixo da rodoviária os carros desciam num pau só e contornavam a direita e faziam o que a gente chama aqui de tesourinha em direção a uma via que dava lá na w3 norte. Pois é, ali, o fitti-porsche deu uma rodada e eu e uns amigos ficamos empurrando o carrinho exaustivamente durante muito tempo para fazê-lo pegar até cansar e sentar no meio-fio e depois apareceram mais gente e conseguiram fazer o fitti retornar a prova.
    Jovino

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  • 3 de junho de 2008 em 09:04
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    adorei a matéria gosto muito de carros,já tive um Mercedes 130s 1961 um Fiat 132 Imperial ano 79 Pumas GT,GTS,GTE,GTB Miuras Saga e X9 Jeeps 51 61 80 71 73
    Lada Niva uma Montesa espanhola um Bianco que me deu muito trabalho,então um belo dia não quis mais,vendi tudo montei uma revenda e oficina para motos onde trabalho até hoje. sei que só tenho 37 anos e muita adrenalina ainda e depois de ler sobre a História desses carros maravilhosos voltarei a ativa em breve,muito obrigado por partilhar conosco seu conhecimento.

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 09:04
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    adorei a matéria gosto muito de carros,já tive um Mercedes 130s 1961 um Fiat 132 Imperial ano 79 Pumas GT,GTS,GTE,GTB Miuras Saga e X9 Jeeps 51 61 80 71 73
    Lada Niva uma Montesa espanhola um Bianco que me deu muito trabalho,então um belo dia não quis mais,vendi tudo montei uma revenda e oficina para motos onde trabalho até hoje. sei que só tenho 37 anos e muita adrenalina ainda e depois de ler sobre a História desses carros maravilhosos voltarei a ativa em breve,muito obrigado por partilhar conosco seu conhecimento.

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  • 3 de junho de 2008 em 10:08
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    Grande Joaquim (Maninho)Lendo seus textos me lembro de nossa época de corridas.Mil Kms de Bsb, mesada curta, mochila nas costas,san-duíches, expectativas para a largada , um frio louco.Havia também o cheiro do combustível, os pilotos quesó víamos em fotos na Quatro Rodas e Autoesporte quenão chegavam nunca às bancas, tamanha a ansiedade nos-
    sa. Tudo isso fora os carros, que povoavam nossas fan-
    tasias de “futuros pilotos”. Bons tempos.
    Continue escrevendo. Segunda-feira sempre é ansiosamente aguardada.

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 10:08
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    Grande Joaquim (Maninho)Lendo seus textos me lembro de nossa época de corridas.Mil Kms de Bsb, mesada curta, mochila nas costas,san-duíches, expectativas para a largada , um frio louco.Havia também o cheiro do combustível, os pilotos quesó víamos em fotos na Quatro Rodas e Autoesporte quenão chegavam nunca às bancas, tamanha a ansiedade nos-
    sa. Tudo isso fora os carros, que povoavam nossas fan-
    tasias de “futuros pilotos”. Bons tempos.
    Continue escrevendo. Segunda-feira sempre é ansiosamente aguardada.

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  • 3 de junho de 2008 em 10:11
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    Muito bom o texto, vida eterna ao grande Joca!

    Abraços

    Acarloz

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 10:11
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    Muito bom o texto, vida eterna ao grande Joca!

    Abraços

    Acarloz

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  • 3 de junho de 2008 em 10:20
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    Êêêê Mestre Joa.
    Trazendo de volta para nós as lembranças e “lambanças” do nosso automobilismo.
    Relembrar os Alpines, Simca Abarths, Marks, Malzonis, R-8, KGs, Porsches, DKWs, Pererecas e outros bichos.
    Que delicia, quanta história, quanta saudade.
    Alem do mais está “puxando” para dentro do botequim um monte de novos comparsas, ajudando a reconstruir as histórias com mais lembranças, “causos” e até fotos.
    Já tem gente até lembrando do famoso curvão da Rua Braz Cubas no bairro da Aclimação, em Sampa.
    Isso vai “ouriçar” o pessoal que na época ficava procurando “pontos estratégicos” como esse (e como a as ruas Itapolis e Angatuba no Pacaembu) para satisfazer suas aptidões esportivo/automobilisticas…
    Lembro que na confluencia dos bairros Aclimação/Jardim da Glória foi fundada a Escuderia Araçá, que ficou muito famosa (talvez a pioneira) e chegou a formar muitos pílotos no Kart paulista.
    Sei que tem muito mais aí nesse HD, Mestre.
    Manda mais, Mestre Joa, manda mais…

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 10:20
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    Êêêê Mestre Joa.
    Trazendo de volta para nós as lembranças e “lambanças” do nosso automobilismo.
    Relembrar os Alpines, Simca Abarths, Marks, Malzonis, R-8, KGs, Porsches, DKWs, Pererecas e outros bichos.
    Que delicia, quanta história, quanta saudade.
    Alem do mais está “puxando” para dentro do botequim um monte de novos comparsas, ajudando a reconstruir as histórias com mais lembranças, “causos” e até fotos.
    Já tem gente até lembrando do famoso curvão da Rua Braz Cubas no bairro da Aclimação, em Sampa.
    Isso vai “ouriçar” o pessoal que na época ficava procurando “pontos estratégicos” como esse (e como a as ruas Itapolis e Angatuba no Pacaembu) para satisfazer suas aptidões esportivo/automobilisticas…
    Lembro que na confluencia dos bairros Aclimação/Jardim da Glória foi fundada a Escuderia Araçá, que ficou muito famosa (talvez a pioneira) e chegou a formar muitos pílotos no Kart paulista.
    Sei que tem muito mais aí nesse HD, Mestre.
    Manda mais, Mestre Joa, manda mais…

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  • 3 de junho de 2008 em 10:42
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    Joaquim, que maravilha! Você me fez voltar ao passado!
    Muito bom seu texto sobre o automobilismo de competição da década de 60, onde nessa época eu morava em Fortaleza e acompanhava tudo pelas revistas Autoesporte e 4 Rodas, pois não existia transmissão de TV via satélite. Perfeito! Era exatamente o que acontecia e o que era feito de melhor no automobilísmo de competição brasileiro. Parabéns!

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 10:42
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    Joaquim, que maravilha! Você me fez voltar ao passado!
    Muito bom seu texto sobre o automobilismo de competição da década de 60, onde nessa época eu morava em Fortaleza e acompanhava tudo pelas revistas Autoesporte e 4 Rodas, pois não existia transmissão de TV via satélite. Perfeito! Era exatamente o que acontecia e o que era feito de melhor no automobilísmo de competição brasileiro. Parabéns!

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  • 3 de junho de 2008 em 15:11
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    Nesta prova da foto aí, foi a única vitória da carreira do Fittiporsche. Na primeira bateria, porque na segunda, pra variar, ele parou com o câmbio quebrado. Pela posição de largada essa deve ter sido a primeira bateria.
    Não entendo até hoje porque uma alma caridosa, com dinheiro e bom gosto, não se aventurou em fazer uma réplica do Mark I, a mais bonita das Berlinetas (de preferência com um motor 2.0 do Scenic). O Mark I de Petrópolis estava sendo vendido ainda inacabado (achei meio estranho depois de tantos anos de reconstrução, à partir de uma porta pelo que dizem, o dono vender o carro assim). Como estavam pedindo mais de R$ 100 mil, pode ser que tenha aparecido algum doido com a grana. Quem estava anunciando o carro era o cara da Óbvio. Talvez o Sidney saiba o final da história…

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 15:11
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    Nesta prova da foto aí, foi a única vitória da carreira do Fittiporsche. Na primeira bateria, porque na segunda, pra variar, ele parou com o câmbio quebrado. Pela posição de largada essa deve ter sido a primeira bateria.
    Não entendo até hoje porque uma alma caridosa, com dinheiro e bom gosto, não se aventurou em fazer uma réplica do Mark I, a mais bonita das Berlinetas (de preferência com um motor 2.0 do Scenic). O Mark I de Petrópolis estava sendo vendido ainda inacabado (achei meio estranho depois de tantos anos de reconstrução, à partir de uma porta pelo que dizem, o dono vender o carro assim). Como estavam pedindo mais de R$ 100 mil, pode ser que tenha aparecido algum doido com a grana. Quem estava anunciando o carro era o cara da Óbvio. Talvez o Sidney saiba o final da história…

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  • 3 de junho de 2008 em 17:17
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    Olá, pessoal, obrigado pelos comentários!

    Marco Aurélio, meu grande amigo, companheiro inseparável daquelas viagens malucas, verdadeiros programas de índio, regadas a muito frio, às vezes chuva, madrugadas a dentro em Brasilia, Goiânia e alhures, onde houvesse uma corridinha. Como éramos apaixonados por automobilismo! As madrugadas insones discutindo corridas e detalhes, as revistas Quatro Rodas e Autoesporte tão duramente disputadas nas bancas de revistas e, ô glória imensa, quando algum cristão aparecia com uma Parabrisas Corsa ou Autosprint, trazendo aquelas matérias e fotos maravilhosas sobre F-Um e protótipos.
    Marco Aurélio, piloto intrépido de Fórmula Rolimã – destruiu meu único exemplar num teste ladeira abaixo…- vencedor da primeira edição dos Mil Metros de Vila Formosa (sim, vocês leram bem: mil metros ladeira abaixo!)e titular da Maupimo Motor Racing Enterprise que nunca saiu do papel, hahahahaha….
    A você e aos amigos daquela época Euler, Luis Pulinho, Toninho Porquinha, Bafinho, Zenilton Holanda, Aristeu, meus sinceros agradecimentos por terem feito parte de minha adolescência.
    Grande amigo, vida longa e saúde!

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 17:17
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    Olá, pessoal, obrigado pelos comentários!

    Marco Aurélio, meu grande amigo, companheiro inseparável daquelas viagens malucas, verdadeiros programas de índio, regadas a muito frio, às vezes chuva, madrugadas a dentro em Brasilia, Goiânia e alhures, onde houvesse uma corridinha. Como éramos apaixonados por automobilismo! As madrugadas insones discutindo corridas e detalhes, as revistas Quatro Rodas e Autoesporte tão duramente disputadas nas bancas de revistas e, ô glória imensa, quando algum cristão aparecia com uma Parabrisas Corsa ou Autosprint, trazendo aquelas matérias e fotos maravilhosas sobre F-Um e protótipos.
    Marco Aurélio, piloto intrépido de Fórmula Rolimã – destruiu meu único exemplar num teste ladeira abaixo…- vencedor da primeira edição dos Mil Metros de Vila Formosa (sim, vocês leram bem: mil metros ladeira abaixo!)e titular da Maupimo Motor Racing Enterprise que nunca saiu do papel, hahahahaha….
    A você e aos amigos daquela época Euler, Luis Pulinho, Toninho Porquinha, Bafinho, Zenilton Holanda, Aristeu, meus sinceros agradecimentos por terem feito parte de minha adolescência.
    Grande amigo, vida longa e saúde!

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  • 3 de junho de 2008 em 17:42
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    Ok, respondendo à turma:

    Kiko Mazziotti,
    Sim, lembro bem da equipe Jolly-Gancia, do,Piero e zambello. O Peruzzo era motorista particular de D. Lula Gancia, esposa do Piero e ele chegou a fazer umas provas de Mecânico Continental com uma Maserati; outras de Jk e Alfetta ora com o Piero Gancia ora com o Zambello. Creio que sua última participação foi nos Mil Km de Brasilia de 66 com uma Fiat Abarth (6o. lugar) em dupla com d. Lula Gancia. A conferir…
    Um abraço,

    Mestre Romeu,
    Não me lembro o nome do dono da Equipe Araçá mas corri uma vez de kart com um motor emprestado feito por ele. Lembro que quem corria pela equipe Araçá era o Geraldo Correia Dias, por onde andará?

    Abs. fraternos

    César Costa,
    Parece que “os restos mortais” do Mark I de Petrópolis foi negociado por coisa em volta de 70.000 reais! Já estava parcialmente restaurado, daí a queda do preço inicial pedido de 160.000 reais!
    Soube que o ex-piloto Chiquinho Lameirão estava preparando uma réplica do Mark I mas não chegou ao final por falta de alguém que financiasse o projeto.

    Abração,

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 17:42
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    Ok, respondendo à turma:

    Kiko Mazziotti,
    Sim, lembro bem da equipe Jolly-Gancia, do,Piero e zambello. O Peruzzo era motorista particular de D. Lula Gancia, esposa do Piero e ele chegou a fazer umas provas de Mecânico Continental com uma Maserati; outras de Jk e Alfetta ora com o Piero Gancia ora com o Zambello. Creio que sua última participação foi nos Mil Km de Brasilia de 66 com uma Fiat Abarth (6o. lugar) em dupla com d. Lula Gancia. A conferir…
    Um abraço,

    Mestre Romeu,
    Não me lembro o nome do dono da Equipe Araçá mas corri uma vez de kart com um motor emprestado feito por ele. Lembro que quem corria pela equipe Araçá era o Geraldo Correia Dias, por onde andará?

    Abs. fraternos

    César Costa,
    Parece que “os restos mortais” do Mark I de Petrópolis foi negociado por coisa em volta de 70.000 reais! Já estava parcialmente restaurado, daí a queda do preço inicial pedido de 160.000 reais!
    Soube que o ex-piloto Chiquinho Lameirão estava preparando uma réplica do Mark I mas não chegou ao final por falta de alguém que financiasse o projeto.

    Abração,

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  • 3 de junho de 2008 em 23:54
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    Joaquim;
    O Chiquinho não estava fazendo uma Berlineta com suspensão traseira de Polar? Será que mudou o rumo do projeto? No arquivo do meu fotolog tem até umas fotos dela. Pelas fotos que vi do Mark I semi-restaurado ainda acho R$ 70 mil caro. Uma coisa que me chamou atenção nas fotos é que o Santo Antonio estava todo torto, em relação a traseira do carro. Ou estava mal colocado, ou a bicha estava empenada…

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 23:54
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    Joaquim;
    O Chiquinho não estava fazendo uma Berlineta com suspensão traseira de Polar? Será que mudou o rumo do projeto? No arquivo do meu fotolog tem até umas fotos dela. Pelas fotos que vi do Mark I semi-restaurado ainda acho R$ 70 mil caro. Uma coisa que me chamou atenção nas fotos é que o Santo Antonio estava todo torto, em relação a traseira do carro. Ou estava mal colocado, ou a bicha estava empenada…

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  • 3 de junho de 2008 em 23:59
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    Cesar…pelo que sei o Chiquinho tem uma Berlineta pronta para pista, chassis tubular e replica da carroceria, isto é, restando motorização, que está negociando. E pretende fazer outras, fazendo assim uma categoria…mas aí, é outra história!
    LS

    Resposta
  • 3 de junho de 2008 em 23:59
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    Cesar…pelo que sei o Chiquinho tem uma Berlineta pronta para pista, chassis tubular e replica da carroceria, isto é, restando motorização, que está negociando. E pretende fazer outras, fazendo assim uma categoria…mas aí, é outra história!
    LS

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  • 4 de junho de 2008 em 08:17
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    Águia, o JB e Chiquinho colocaram que motorização na barata?
    LS

    Resposta
  • 4 de junho de 2008 em 08:17
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    Águia, o JB e Chiquinho colocaram que motorização na barata?
    LS

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  • 4 de junho de 2008 em 11:22
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    Joaquim, Romeu.
    Além dos circuitos , digamos alternativos, identificados por voces, havia também o do Alto da Lapa que a gente chamava de Belém-Brasilia (av. São Gualter,) Aquele retão morro abaixo até a estrada da Boiada e depois subir se arrastando com nossos bólidos… Pra descer, passava do VDO, pra subir…Grandes madrugadas queimando pneus e gasolina.
    ô melda, acabou td isso…

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  • 4 de junho de 2008 em 11:22
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    Joaquim, Romeu.
    Além dos circuitos , digamos alternativos, identificados por voces, havia também o do Alto da Lapa que a gente chamava de Belém-Brasilia (av. São Gualter,) Aquele retão morro abaixo até a estrada da Boiada e depois subir se arrastando com nossos bólidos… Pra descer, passava do VDO, pra subir…Grandes madrugadas queimando pneus e gasolina.
    ô melda, acabou td isso…

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  • 4 de junho de 2008 em 16:10
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    O Rugero Peruzzo não era motorista de Madame Gancia. Não sei o que fazia, mas devia ter grana, pois importou a Maserati que só o Ciro Cayres conseguia controlar. O motorista que correu algumas vezes com Dna Lula era o Sante Albertini.

    Havia também o circuito do Morumbi onde atualmente é o cemitério. O pessoal fez o cemitério, mas como demorou para decolar (devia ter o Odorico Paraguaçú entre os sócios e não devia haver defunto para inaugurar) ficava aberto e usávamos como pista.

    Sem esquecer do circuito noturno do Parque Ibirapuera, muito usado durante a reforma de Interlagos. Corridas noturnas não sçao novidade. Corri lá de Mercury 48 coupé na absoluta ilegalidade, mas um monte de gente alguns até chegaram na F1 também corriam, mas evidentemente jamais confessarão. O Pit era na antiga Fenit, bem na curva do S. A coisa era organizada, tinham até categorias, mas o mais legal era quando a “puliça” chegava.

    Esse coronel do Detran, o Ságuas, era um cara esquisito. O filho dele era recem casado e vizinho de minha casa, um rapaz legal, simpático e conversava muito com meu pai. Se dava com todo mundo. Um dia o Coronel não quis saber, estávamos sentados na guia descansando do jogo de futebol e ele mandou o motorista dele estourar nossa bola de capotão quase nos esmagando na guia. Vários pais viram, deu até pena do rapaz pela vergonha que o velho o fez passar. Meu pai e outros disseram para ele que se o Coronel viesse de novo visitar o filho que viesse com tropa, pois ia levar umas bolachas. Nunca mais apareceu na Rua Batataes e o filho coitado teve que mudar.

    Resposta
  • 4 de junho de 2008 em 16:10
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    O Rugero Peruzzo não era motorista de Madame Gancia. Não sei o que fazia, mas devia ter grana, pois importou a Maserati que só o Ciro Cayres conseguia controlar. O motorista que correu algumas vezes com Dna Lula era o Sante Albertini.

    Havia também o circuito do Morumbi onde atualmente é o cemitério. O pessoal fez o cemitério, mas como demorou para decolar (devia ter o Odorico Paraguaçú entre os sócios e não devia haver defunto para inaugurar) ficava aberto e usávamos como pista.

    Sem esquecer do circuito noturno do Parque Ibirapuera, muito usado durante a reforma de Interlagos. Corridas noturnas não sçao novidade. Corri lá de Mercury 48 coupé na absoluta ilegalidade, mas um monte de gente alguns até chegaram na F1 também corriam, mas evidentemente jamais confessarão. O Pit era na antiga Fenit, bem na curva do S. A coisa era organizada, tinham até categorias, mas o mais legal era quando a “puliça” chegava.

    Esse coronel do Detran, o Ságuas, era um cara esquisito. O filho dele era recem casado e vizinho de minha casa, um rapaz legal, simpático e conversava muito com meu pai. Se dava com todo mundo. Um dia o Coronel não quis saber, estávamos sentados na guia descansando do jogo de futebol e ele mandou o motorista dele estourar nossa bola de capotão quase nos esmagando na guia. Vários pais viram, deu até pena do rapaz pela vergonha que o velho o fez passar. Meu pai e outros disseram para ele que se o Coronel viesse de novo visitar o filho que viesse com tropa, pois ia levar umas bolachas. Nunca mais apareceu na Rua Batataes e o filho coitado teve que mudar.

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  • 4 de junho de 2008 em 18:07
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    Obrigado pela correção, Roberto Zullino. Já está no “meu caderninho”.

    Abs.

    Resposta
  • 4 de junho de 2008 em 18:07
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    Obrigado pela correção, Roberto Zullino. Já está no “meu caderninho”.

    Abs.

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  • 4 de junho de 2008 em 19:21
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    Também não sou muito bom para guardar nomes e detalhes, mas parabéns pelo texto que nos refresca boas lembranças.
    Voltando à pistas alternativas ainda existia o Deck que era um restaurante/bar nas 4 pistas da 9 de julho. O Anísio foi que projetou e era um dos sócios se não me engano. Ali eram disputadas arrancadas chiques.
    Um conceito para reflexão. Em nossa época o automobilismo estava na agenda da juventude junto com a música.
    Com o sucesso dessa geração na f1 e em outras categorias a coisa desandou, a molecada tem outros interesses e automobilismo virou esporte de velhos. Não há mais ratos de box, puladores de muro enfrentadores de cavalos.

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  • 4 de junho de 2008 em 19:21
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    Também não sou muito bom para guardar nomes e detalhes, mas parabéns pelo texto que nos refresca boas lembranças.
    Voltando à pistas alternativas ainda existia o Deck que era um restaurante/bar nas 4 pistas da 9 de julho. O Anísio foi que projetou e era um dos sócios se não me engano. Ali eram disputadas arrancadas chiques.
    Um conceito para reflexão. Em nossa época o automobilismo estava na agenda da juventude junto com a música.
    Com o sucesso dessa geração na f1 e em outras categorias a coisa desandou, a molecada tem outros interesses e automobilismo virou esporte de velhos. Não há mais ratos de box, puladores de muro enfrentadores de cavalos.

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  • 4 de junho de 2008 em 23:03
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    Zulino, o nome do motorista da familia Gancia era Felice Albertini, que correu com o Fiat Abarth em parceria com Dona Lulla.
    Esses “circuitos” do Morumbi, Ibirapuera e 4 pistas da 9 de Julho (Deck)entre outros, eram mesmo frequentados por gente que chegou inclusive a Formula 1.
    Certa vez um conhecido piloto que tinha um Karmann Ghia Porsche favoritíssimo das arrancadas em frente ao Deck, “levou pau” de um Chevelle Malibu 66, com motor 396, de um conhecido comerciante do ramo automotivo. Ficou na história.
    Nessa mesma época o DET (o Detran daqueles tempos) fazia o policiamento e a repressão aos “rachas” com os recem lançados Fuscas 1300.(Ô dó…)
    Mas o então diretor do Departamento, Paulo Pestana encomendou à Dacon que fizesse um motorzinho um pouco melhor para um dos Fusquinhas.
    E o carro descaracterizado e com um motor 1600 S Dacon
    acabou com muita festa nas 4 pistas da 9 de Julho.
    A 4 Rodas fez inclusive uma matéria com esse carro na época.
    E eu que tinha um 66 1200 com um carburador “preparado” pelo Comino, uma figuraça que tinha uma oficina na Rua Jesuino Pascoal em Sta. Cecilia, ( o Aguia e o Dante conheceram bem),achava que o meu carro andava muito, até encontrar o Fusca do Pestana.
    Resultado: CNH apreendida, carro pro Pateo do DET no Ibira, e explicações pro meu pai de madrugada…eu com as 4 calotas debaixo do braço (sabe como é, carro no patio…)
    Ô tempo bom…

    Resposta
  • 4 de junho de 2008 em 23:03
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    Zulino, o nome do motorista da familia Gancia era Felice Albertini, que correu com o Fiat Abarth em parceria com Dona Lulla.
    Esses “circuitos” do Morumbi, Ibirapuera e 4 pistas da 9 de Julho (Deck)entre outros, eram mesmo frequentados por gente que chegou inclusive a Formula 1.
    Certa vez um conhecido piloto que tinha um Karmann Ghia Porsche favoritíssimo das arrancadas em frente ao Deck, “levou pau” de um Chevelle Malibu 66, com motor 396, de um conhecido comerciante do ramo automotivo. Ficou na história.
    Nessa mesma época o DET (o Detran daqueles tempos) fazia o policiamento e a repressão aos “rachas” com os recem lançados Fuscas 1300.(Ô dó…)
    Mas o então diretor do Departamento, Paulo Pestana encomendou à Dacon que fizesse um motorzinho um pouco melhor para um dos Fusquinhas.
    E o carro descaracterizado e com um motor 1600 S Dacon
    acabou com muita festa nas 4 pistas da 9 de Julho.
    A 4 Rodas fez inclusive uma matéria com esse carro na época.
    E eu que tinha um 66 1200 com um carburador “preparado” pelo Comino, uma figuraça que tinha uma oficina na Rua Jesuino Pascoal em Sta. Cecilia, ( o Aguia e o Dante conheceram bem),achava que o meu carro andava muito, até encontrar o Fusca do Pestana.
    Resultado: CNH apreendida, carro pro Pateo do DET no Ibira, e explicações pro meu pai de madrugada…eu com as 4 calotas debaixo do braço (sabe como é, carro no patio…)
    Ô tempo bom…

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  • 5 de junho de 2008 em 10:00
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    Isso mesmo Romeu, o motorista era feliz e não santo, será que ganhava bem o Felice? Pelo menos dirigia carros bons da Jolly-Gancia.
    Esqueci do Rick Store na Faria Lima, mas isso foi alguns anos depois e era ponto de motociclistas.
    Em todo caso, essa crônica nos fez recordar um tempo onde mesmo sem recursos a coisa girava em torno das corridas e dos carros e motos.
    Falando do doutor Pestana, ele até que era legal, gostava de corridas. Tem uma historinha que ouvi que “si non è vera è benne trovata”. Aquele Alfa Romeo meio híbrido que está em Caçapava ficou anos jogado no pátio do Detran, isso eu vi. O doutor Pestana o emprestou para o Roberto Lee e com a morte dele aconteceu o imbróglio. Acho gozado discutirem a propriedade do carro entre os herdeiros, o carro é do Estado de São Paulo, coisa pública que está deteriorando porque o estado não tem a menor idéia de que é dono do carro. Sabe quem contou essa história? Um inglês jornalista e historiador que vive a milhares de km de distância.

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  • 5 de junho de 2008 em 10:00
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    Isso mesmo Romeu, o motorista era feliz e não santo, será que ganhava bem o Felice? Pelo menos dirigia carros bons da Jolly-Gancia.
    Esqueci do Rick Store na Faria Lima, mas isso foi alguns anos depois e era ponto de motociclistas.
    Em todo caso, essa crônica nos fez recordar um tempo onde mesmo sem recursos a coisa girava em torno das corridas e dos carros e motos.
    Falando do doutor Pestana, ele até que era legal, gostava de corridas. Tem uma historinha que ouvi que “si non è vera è benne trovata”. Aquele Alfa Romeo meio híbrido que está em Caçapava ficou anos jogado no pátio do Detran, isso eu vi. O doutor Pestana o emprestou para o Roberto Lee e com a morte dele aconteceu o imbróglio. Acho gozado discutirem a propriedade do carro entre os herdeiros, o carro é do Estado de São Paulo, coisa pública que está deteriorando porque o estado não tem a menor idéia de que é dono do carro. Sabe quem contou essa história? Um inglês jornalista e historiador que vive a milhares de km de distância.

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  • 6 de junho de 2008 em 11:39
    Permalink

    Mestre Joaquim Lopes
    Como sempre dando show. Seu conhecimento é Fantástico!

    Mestre, apenas duas pequenas correções a título de colaboração, onde você disse:”Surpreendentemente, após esta vitória histórica, a Dacon se retira das pistas e seus carros são vendidos aos irmãos Fittipaldi, a Sidney Cardoso e aos irmãos Varanda, de Petrópolis”.
    1 – Quem adquiriu primeiro os Karman-Ghias foram Emerson e Wilsinho, os Varanda e Moco.
    Mais tarde meu irmão Sérgio Cardoso adquiriu o dos Fittipaldi. O meu veio bem depois adquirido do Moco.

    2 – Embora fosse amigo do Aílton Varanda e João Varanda Filho, “Jiquica”, inclusive fiz uma corrida com o do “Jiquica” e Sérgio com Aílton, também havia me esquecido que eles não eram irmãos, eram primos.
    A memória com o tempo costuma nos trair, também havia escrito no http://www.obvio.ind.br que eram irmãos e uma prima deles enviou e-mail para o SAC do Óbvio e prontamente corrigimos.

    O que nos ajuda a confundir é que além do Aílton e “Jiquica” havia outro Varanda que também corria.

    Por sorte guardei o resultado oficial dos tempos desta corrida, estou te enviando por e-mail.

    Por sinal nesta foto o Karmann-Ghia 2 é da carroceria do Aílton já restaurada e meu irmão dentro dela na 1.a bateria da Prova Almirante Tamandaré, Luso-Brasileira, 17-12-67, realizada duas semanas após as Mil Milhas que foi em 03-12-67 em Interlagos.

    Gilberto
    A traseira é sim a do Fitti-Porsche, tendo ao lado a traseira do Lótus-47 dos patrícios.

    Luiz Carlos Fortes Braga
    Se não for pedir muito deixo meu e-mail e gostaria de receber as fotos do Karmann-Ghia. Também tenho algumas para te enviar se quiser.
    Agradeço antecipadamente, sidneyxcardoso@gmail.com

    César Costa
    Está certo, o Fitti-Porsche estava aí na primeira posição, nos treinos classificatórios o Fitti-Porsche fez o melhor tempo, batendo o recorde da pista, como já havia feito duas semanas antes em Interlagos.
    Agora, na segunda bateria ele não largou porque caiu um toró e entrou água no tanque de combustível.

    O Problema com o câmbio aconteceu nas 500 Milhas do Rio em 30-06-68, onde apesar do problema ter começado antes ele liderou até a 178 volta. Como disse o tempo costuma trair nossa memória e as datas havia pego com o outro mestre Ricardo Cunha.

    saudações a todos.

    Resposta
  • 6 de junho de 2008 em 11:39
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    Mestre Joaquim Lopes
    Como sempre dando show. Seu conhecimento é Fantástico!

    Mestre, apenas duas pequenas correções a título de colaboração, onde você disse:”Surpreendentemente, após esta vitória histórica, a Dacon se retira das pistas e seus carros são vendidos aos irmãos Fittipaldi, a Sidney Cardoso e aos irmãos Varanda, de Petrópolis”.
    1 – Quem adquiriu primeiro os Karman-Ghias foram Emerson e Wilsinho, os Varanda e Moco.
    Mais tarde meu irmão Sérgio Cardoso adquiriu o dos Fittipaldi. O meu veio bem depois adquirido do Moco.

    2 – Embora fosse amigo do Aílton Varanda e João Varanda Filho, “Jiquica”, inclusive fiz uma corrida com o do “Jiquica” e Sérgio com Aílton, também havia me esquecido que eles não eram irmãos, eram primos.
    A memória com o tempo costuma nos trair, também havia escrito no http://www.obvio.ind.br que eram irmãos e uma prima deles enviou e-mail para o SAC do Óbvio e prontamente corrigimos.

    O que nos ajuda a confundir é que além do Aílton e “Jiquica” havia outro Varanda que também corria.

    Por sorte guardei o resultado oficial dos tempos desta corrida, estou te enviando por e-mail.

    Por sinal nesta foto o Karmann-Ghia 2 é da carroceria do Aílton já restaurada e meu irmão dentro dela na 1.a bateria da Prova Almirante Tamandaré, Luso-Brasileira, 17-12-67, realizada duas semanas após as Mil Milhas que foi em 03-12-67 em Interlagos.

    Gilberto
    A traseira é sim a do Fitti-Porsche, tendo ao lado a traseira do Lótus-47 dos patrícios.

    Luiz Carlos Fortes Braga
    Se não for pedir muito deixo meu e-mail e gostaria de receber as fotos do Karmann-Ghia. Também tenho algumas para te enviar se quiser.
    Agradeço antecipadamente, sidneyxcardoso@gmail.com

    César Costa
    Está certo, o Fitti-Porsche estava aí na primeira posição, nos treinos classificatórios o Fitti-Porsche fez o melhor tempo, batendo o recorde da pista, como já havia feito duas semanas antes em Interlagos.
    Agora, na segunda bateria ele não largou porque caiu um toró e entrou água no tanque de combustível.

    O Problema com o câmbio aconteceu nas 500 Milhas do Rio em 30-06-68, onde apesar do problema ter começado antes ele liderou até a 178 volta. Como disse o tempo costuma trair nossa memória e as datas havia pego com o outro mestre Ricardo Cunha.

    saudações a todos.

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  • 10 de janeiro de 2009 em 19:34
    Permalink

    Olá, Pessoal:

    Fui membro da Araçá, que foi a 1a. escuderia de rua de SP. Foi fundada em 1960 e a “sede” era num “dog” que havia defronte ao cemitério, no final da Av. Lins de Vasconcelos, no Cambuci.
    O logotipo era um crânio com capacete e os carros filiados usavam um grande plástico com ele no vidro traseiro. Havia também uma camiseta branca com esse logo estampado na frente.
    Sim! Fiz muito o curvão da Brás Cubas e, claro, rodei algumas vezes.
    Um grande “puxador” das atividades da Araçá era o Brandini.
    Outra escuderia de destaque da época era a Brigada 8, do Ipiranga, que dava festas muito boas.
    Tive a 1a. “empresa” de festas com luz negra, globo, AKAI 4000 D, etc. do Ipiranga. Chamava-se “Cash Box Company” e alugavamos aquelas mansãozinhas da Av. Dom Pedro I, no mesmo bairro…
    Cheguei a comprar a Simca prateada, toda sem frisos e com câmbio no chão que era do Jaime Silva, que naquela época morava na descida da Aclimação…
    Eta, saudade braba!!! Cadê todo mundo daquela época?

    Resposta
  • 10 de janeiro de 2009 em 19:34
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    Olá, Pessoal:

    Fui membro da Araçá, que foi a 1a. escuderia de rua de SP. Foi fundada em 1960 e a “sede” era num “dog” que havia defronte ao cemitério, no final da Av. Lins de Vasconcelos, no Cambuci.
    O logotipo era um crânio com capacete e os carros filiados usavam um grande plástico com ele no vidro traseiro. Havia também uma camiseta branca com esse logo estampado na frente.
    Sim! Fiz muito o curvão da Brás Cubas e, claro, rodei algumas vezes.
    Um grande “puxador” das atividades da Araçá era o Brandini.
    Outra escuderia de destaque da época era a Brigada 8, do Ipiranga, que dava festas muito boas.
    Tive a 1a. “empresa” de festas com luz negra, globo, AKAI 4000 D, etc. do Ipiranga. Chamava-se “Cash Box Company” e alugavamos aquelas mansãozinhas da Av. Dom Pedro I, no mesmo bairro…
    Cheguei a comprar a Simca prateada, toda sem frisos e com câmbio no chão que era do Jaime Silva, que naquela época morava na descida da Aclimação…
    Eta, saudade braba!!! Cadê todo mundo daquela época?

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  • 6 de março de 2009 em 17:14
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    João Varanda Filho o Querido jiquica faleceu domingo dia 28/02/2009.

    Resposta
  • 6 de março de 2009 em 17:14
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    João Varanda Filho o Querido jiquica faleceu domingo dia 28/02/2009.

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  • 5 de junho de 2009 em 20:45
    Permalink

    Caro Saloma.
    O Circuito de Petrópolis sempre foi no sentido horário. Na ultima edição, na qual, infelizmente o Sérgio Cardoso eo “Cacaio” (Joaquim Carlos de Mattos), perderam a vida, foi mudado na reunião dos pilotos e equipes. O Mário Olivetti, por exemplo, achava que a reta da Av. 15 de Novembro era muito grande, afunilando na Floriano Peixoto.
    Chico Landi, pediu a palavra e sentenciou: “De acordo com a FIA o circuito tem que ser anti horário, só pode ser mudado com a aceitação unanime dos Pilotos. Eu sou contra o sentido horário, portanto não há unanimidade e a sentido será anti horário. Até o “Zé Abobora” aí sabe disso”. Falou apontando para o Paulo Falconi, grande tocador de Kombi na Av. Barão do Rio Branco, hoje conceituado médico no Mato Grosso, se não me engano.
    P.S. O irmão do Jiquica era o Wilsinho Varanda.
    P.S.II O Passarinho, trabalha hoje na equipe do Mauro Vogel, cujo proprietário é o Gualter Salles, pai do Gualtinho.
    Desculpem se fui prolixo.
    Um abraço a você e atodos os seus leitores.

    Resposta
  • 5 de junho de 2009 em 20:45
    Permalink

    Caro Saloma.
    O Circuito de Petrópolis sempre foi no sentido horário. Na ultima edição, na qual, infelizmente o Sérgio Cardoso eo “Cacaio” (Joaquim Carlos de Mattos), perderam a vida, foi mudado na reunião dos pilotos e equipes. O Mário Olivetti, por exemplo, achava que a reta da Av. 15 de Novembro era muito grande, afunilando na Floriano Peixoto.
    Chico Landi, pediu a palavra e sentenciou: “De acordo com a FIA o circuito tem que ser anti horário, só pode ser mudado com a aceitação unanime dos Pilotos. Eu sou contra o sentido horário, portanto não há unanimidade e a sentido será anti horário. Até o “Zé Abobora” aí sabe disso”. Falou apontando para o Paulo Falconi, grande tocador de Kombi na Av. Barão do Rio Branco, hoje conceituado médico no Mato Grosso, se não me engano.
    P.S. O irmão do Jiquica era o Wilsinho Varanda.
    P.S.II O Passarinho, trabalha hoje na equipe do Mauro Vogel, cujo proprietário é o Gualter Salles, pai do Gualtinho.
    Desculpem se fui prolixo.
    Um abraço a você e atodos os seus leitores.

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  • 7 de junho de 2009 em 08:57
    Permalink

    Agradecimento.
    Durante a cirurgia do “Cacaio”, no Hospital Municipal de Pronto Socorro, (Hoje Hospital Nelson de Sá Earp) faltou luz e o hospital não dispunha de gerador. Foi uma correria para que a CBEE (Cia. Bras. de Energia Elétrica) reparasse o problema.
    A FORD doou um Gerador ao Hospital em agradecimento pelo bom atendimento ao seu Piloto. A carta de agradecimento e doação se encontra emoldurada naquele Hospital.
    Abraços

    Resposta
  • 7 de junho de 2009 em 08:57
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    Agradecimento.
    Durante a cirurgia do “Cacaio”, no Hospital Municipal de Pronto Socorro, (Hoje Hospital Nelson de Sá Earp) faltou luz e o hospital não dispunha de gerador. Foi uma correria para que a CBEE (Cia. Bras. de Energia Elétrica) reparasse o problema.
    A FORD doou um Gerador ao Hospital em agradecimento pelo bom atendimento ao seu Piloto. A carta de agradecimento e doação se encontra emoldurada naquele Hospital.
    Abraços

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  • 7 de junho de 2009 em 14:42
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    E fica o registro de um dos responsáveis pelo atendimento médico…meu tio Theóphilo Salim!

    Resposta
  • 7 de junho de 2009 em 14:42
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    E fica o registro de um dos responsáveis pelo atendimento médico…meu tio Theóphilo Salim!

    Resposta
  • 26 de abril de 2010 em 19:15
    Permalink

    Meu avô foi amigo de Ruggero Peruzzo. Algém sabe me passar alguma informação sobre ele.
    José Eduardo

    Resposta
  • 26 de abril de 2010 em 19:15
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    Meu avô foi amigo de Ruggero Peruzzo. Algém sabe me passar alguma informação sobre ele.
    José Eduardo

    Resposta
  • 16 de junho de 2010 em 21:15
    Permalink

    Boa noite. Estou aqui neste blog há algumas horas vasculhando toda história das corridas em Petrópolis. Fiquei feliz ao saber que existem várias pessoas que sabem sobre minha família: VARANDA.
    Sou filha do Wilsinho Varanda, sobrinha do Jiquica.
    Tenho várias fotos que tb mostram o meu pai correndo em diversas corridas em Petrópolis e Juiz de Fora. Caso se interesse pelas fotos terei o maior prazer em envia-las e minha mãe tb terá o maior prazer em relatar as legendas e algumas histórias.
    Um abraç.
    Graziela Varanda

    Resposta
  • 16 de junho de 2010 em 21:15
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    Boa noite. Estou aqui neste blog há algumas horas vasculhando toda história das corridas em Petrópolis. Fiquei feliz ao saber que existem várias pessoas que sabem sobre minha família: VARANDA.
    Sou filha do Wilsinho Varanda, sobrinha do Jiquica.
    Tenho várias fotos que tb mostram o meu pai correndo em diversas corridas em Petrópolis e Juiz de Fora. Caso se interesse pelas fotos terei o maior prazer em envia-las e minha mãe tb terá o maior prazer em relatar as legendas e algumas histórias.
    Um abraç.
    Graziela Varanda

    Resposta
  • 17 de junho de 2010 em 00:28
    Permalink

    Graziela, sou petropolitano e estou envolvido em corridas desde os meus 8 anos de idade. Cheguei a frequentar lugares que tínhamos amizades em comum, com os Varanda. Reuniamos na rua dezesseis de março e já aprontamos muito. Não me lembro do primeiro nome dos que eu era mais chegado, e lembro-me que estudávamos no Werneck e tinha um bug branco e o mais velho o Zé, acho, tinha uma fuca azul calcinha…era uma turma porret e nas sextas íamos descer a serra de Teresópolis de carrinhos de rolimã. Bons tempos…Tenho nos meus blogs, a obrigação de colocar a galera da terrinha e os cariocas de plantão na fita para todos saberem que elese são os caras. Vou lhe passar o email do blog e nos falamos por ele…abs
    Saloma

    Resposta
  • 17 de junho de 2010 em 00:28
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    Graziela, sou petropolitano e estou envolvido em corridas desde os meus 8 anos de idade. Cheguei a frequentar lugares que tínhamos amizades em comum, com os Varanda. Reuniamos na rua dezesseis de março e já aprontamos muito. Não me lembro do primeiro nome dos que eu era mais chegado, e lembro-me que estudávamos no Werneck e tinha um bug branco e o mais velho o Zé, acho, tinha uma fuca azul calcinha…era uma turma porret e nas sextas íamos descer a serra de Teresópolis de carrinhos de rolimã. Bons tempos…Tenho nos meus blogs, a obrigação de colocar a galera da terrinha e os cariocas de plantão na fita para todos saberem que elese são os caras. Vou lhe passar o email do blog e nos falamos por ele…abs
    Saloma

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