LENDAS VELOZES PORTUGUESAS

Galera, é o seguinte…muito rapidamente, para vocês irem para o texto e conhecer um dos portugas mais rápidos da terrinha. A muito venho fazendo parceria com os amigos de além mar, e eles frequentando o nosso boteco, por isso vamos começar uma saga portuguesa com certeza e colocaremos as pérolas automobilísticas dos portugas velozes. Começaremos pelo “António Peixinho”, quem tem vários fãs na terrinha e é possuídor de um curriculum invejável. Com informações de José Guedes, o “ghost writer” que controla a página destinada a recordar a sua brilhante carreira, e autorizada e controlada pelo próprio, vamos em frente. Esse texto foi extraído do forum do site “clássicos na pista”, e assinada por Admin, e originalmente feito em 30 de junho de 2010. Esperamos que gostem dessa nossa nova empreitada…

“Desde o início dos anos 60 que António Peixinho era um dos mais competitivos pilotos portugueses, com vitórias em automóveis como o Lotus Elan, o Ford Cortina Lotus (abaixo)…

Antonio Peixinho_Angola 1966_Taça de Ouro_Ford Cortina Lotus
Angola 1966, Taça de Ouro…

…ou o Ferrari LM de Pierre de Siebenthal. No final da década de 60 foi correr para Angola, integrando a equipa da Socoina (agente Alfa Romeo) sendo desde logo um crónico vencedor das provas em que participava, quer no início com o Alfa GTA, quer depois com o GTAm…

Antonio Peixinho_Benguela_1973_GTAm
Em Benguela, 1973, com um “verdadeiro” GTAm…

…ou com o protótipo T33. Em 1972 e depois de disputadas as 3 Horas de Luanda a Autodel (empresa gestora do Autódromo de Luanda) adquire o Lola T212 ao piloto–preparador sul-africano André Verwey, um dos participantes nessa prova.

Antonio Peixinho_1972_Lola T212
A Lola T212 foi a “arma” escolhida para ganhar, em 1972. No caso de António Peixinho e da Autodel, viria a ser substituído pela versão T292 na época, em 1973…

O carro, de cor verde é pintado de vermelho e entregue a António Peixinho que desde logo fica praticamente imbatível pelas outras máquinas do parque automóvel angolano. Provou-o logo depois em Novo Redondo onde obteve uma fácil vitória. Para a época de 73, a Autodel resolve fazer um investimento ainda maior e adquire um dos novos Lola T292, equipado com um potente motor BMW (270 cv) preparado pela Schnitzer.

Antonio Peixinho_1972_Lola T212 A
A Lola T212 Schnitzer. Pertenceu também a Jorge Pêgo…

A estreia do carro ocorre na primeira prova da Temporada Internacional, disputada em Luanda, mas problemas vários fazem com que apenas na última prova, disputada em Benguela, a dupla Peixinho-Nicha Cabral consiga aproveitar na sua total plenitude as possibilidades do Lola e vença, deixando o outro carro idêntico, do norueguês Ray Fallo, na 2ª posição. No ano seguinte (1974) a Lola passa para as mãos de Mabílio de Albuquerque, que convida Peixinho para com ele partilhar a sua condução na primeira prova da Temporada Internacional, as 6 Horas Internacionais do Huambo, Nova Lisboa. Seria a última prova da extraordinária carreira de Peixinho, coroada por mais uma excelente vitória, e logo na mais carismática prova do país da sua paixão: Angola.

Antonio Peixinho_1971_Alfa Romeo T33 2.5L chassis #33015
Este Alfa do Peixinho, foi um dos 2 T33-2,5l produzidos.

Conforme reportagem de Carlos Blanco para o jornal MOTOR, chegou a Luanda numa manhã de cacimbo em Julho de 1970. Ganhou logo no 1º teste em Malange e na prova seguinte, 6h do Huambo. Atualmente, este carro encontra-se a totalmente recuperado, na posse dum colecionador na Europa.”
Por enquanto é isso galera, aguardem mais…
(reprodução/António Peixinho-Facebook/clássicos na pista.pt)

Luiz Salomão

Blogueiro e arteiro multimídia por opção. Dublê de piloto do "Okrasa" Conexão direta com o esporte a motor!

7 comentários em “LENDAS VELOZES PORTUGUESAS

  • 27 de novembro de 2010 em 00:21
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    Saloma
    Tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente quando das Mil Milhas 1967. E na Corrida Internacional Luso-Brasileira, realizada aqui no Rio duas semanas após as Mil Milhas. Como você sabe fomos os anfitriões dele e toda Equipe Palma, seus carros duas Lótus 47 e esse Lótus Cortina ficaram em nosso colégio.
    Posso te dizer que passamos horas muito agradáveis na companhia deles, esses patrícios foram muito legais.
    Abraços.

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  • 27 de novembro de 2010 em 07:36
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    É isso aí Sidney…como o material é vasto, resolvi colocar aos pitacos pra galera. Tem muita coisa boa einteressante. E se aprofundando na história portuguesa nas pistas, vemos que tem uma ligação forte de pilotos e carros que participaram de provas lá e cá. abs

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  • 1 de dezembro de 2010 em 20:34
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    Parece estranho mas mesmo Portugal volante a volante a esquerda e o carro ser italiano está a direita!
    Na outra foto entende-se pois trata-se de uma carro inglês!

    Resposta
  • 1 de dezembro de 2010 em 20:35
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    Parece estranho mas mesmo Portugal volante a volante a esquerda e o carro ser italiano está a direita!
    Na outra foto entende-se pois trata-se de uma carro inglês!

    Resposta
  • 1 de dezembro de 2010 em 20:38
    Permalink

    Parece estranho mas mesmo Portugal volante a volante a esquerda e o carro ser italiano está a direita!
    Na outra foto entende-se pois trata-se de uma carro inglês!

    Resposta
  • 1 de dezembro de 2010 em 20:39
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    Parece estranho mas mesmo Portugal utilizando o volante a esquerda e o carro ser italiano está a direita!
    Na outra foto entende-se pois trata-se de uma carro inglês!

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  • 2 de março de 2012 em 08:19
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    Fui um fã de António Peixinho. Assisti a todas as corridas realizadas em Huambo, Angola, onde ele participava, foi um idolo da minha infância e adolescência.

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