ENDURANCE BRASIL – FINAL CINEMATOGRÁFICO, TRÊS DÉCIMOS DE SEGUNDOS DE DIFERENÇA DECIDIRAM A VITÓRIA NA BANDEIRADA FINAL

Campeonato que se iniciou a quatro anos e prometendo muito, a Endurance Brasil sempre é um desfile de carros superpoderosos e o público responde a altura. O início de 2019 foi lindo, com p egas e disputas palmo a palmo entre protótipos e Super Gt. Foram 153 voltas para se conhecesse o primeiro vencedor de 2019 da temporada do Império Endurance Brasil, que abriu seu calendário com as Quatro Horas de Curitiba.

 

Largada com 33 carros no grid da 1ª etapa da temporada de 2019   Foto Bruno Terena/MS2

 

A vitória ao ex-F1 Tarso Marques, Vicente Orige e Carlos Kray, com o AJR #88, da JLM Racing, em cima da Mercedes AMG GT3 #09, de Xandinho e Xandy Negrão, em uma disputa eletrizante e troca de lideranças da largada até a linha de chegada, em uma corrida marcada por oito intervenções do safety car.

Já na largada, David Muffato/Pedro Queirolo, a bordo do AJR #113, pularam na frente e assumiram a liderança da prova depois de largar na quinta colocação, deixando para trás o AJR #65 dos poles positons Nilson e José Ribeiro, colocando na segunda colocação o AJR #05 de Julio Martini, Tiel de Andrade e Andersom Toso (MC Tubarão), seguido por Kray.

 

 

A primeira intervenção do safety car aconteceu na segunda volta com a Ferrari 458 #155 de Peter Ferter e Ricardo Mendes saindo da pista, com a relargada na nona volta com a estreante Ginetta G57 #20 de Fabio, Wagner Ebrahim e Pedro Aguiar (Ginetta Brasil) ganhando duas posições e conquistando a terceira colocação. O AJR #65 da família Ribeiro seguiu forte na briga buscando recuperar posições, ocupando a quinta colocação e travando um belo duelo com o AJR #11 de Emílio Padron, Thiago Marques e Marcelo Vianna (JLM Motorsport).

 

 

Após 30 minutos de corrida, mais uma intervenção do safety car dessa vez para resgatar o Radical #89 de Matheus e Renato Stumpf (Realdrive) e logo depois para a retirada do MRX #44 de Ruben Ghisleni, Ian Ely e Daniel Claudino (Autoracing). Na relargada um incidente entre a novíssima Ferrari 488 #19 dos atual campeão da categoria Chico Longo, que forma dupla com Daniel Serra (Via Italia Racing), e a Mercedes AMG GT3 #08 de Guilherme Figueiroa e Julio Campos (AMG GT3), tirou o carro #08 de combate. O forte calor acabou sendo um dos grandes desafios das equipes para evitar o desgaste do equipamento para a prova de longa duração.

Com 50 minutos de prova, a primeira janela obrigatória foi aberta, e o líder Muffato completou seu primeiro stint para passar o comando do AJR para Queirolo. Na parada a Ferrari de Longo e Serra enfrentou problemas com o macaco pneumático prejudicando muito seu pitstop. A relargada aconteceu na volta 45 com Queirolo tendo uma ótima vantagem em relação ao segundo colocado.

O safety car mais uma vez foi acionado na volta 70, após um incidente entre o MRX #75 de Fernando Fortes, Henrique Assunção e Emílio Padron (Satti Racing) e a Lamborghini #18 de Fernando Poeta e Humberto Giacomello (Mottin Racing). Na terceira janela a decisão pela liderança veio no box na troca de pilotos, com o AJR #88 saindo na frente do AJR #113, com uma briga paranaense pela ponta entre Tarso e Muffato. Com um incidente entre a AMG GT4 #22 de Leandro Ferrari e Flavio Abrunhoza (AMG GT4), a Ferrari de Ferter e a Ginetta #16 de Esio Vichiesi, Kreis Jr. e Renan Guerra (Stillux Racing Team), a nova entrada do carro de segurança praticamente anulou a vantagem do AJR #113 em relação ao #88. Tendo na terceira colocação Negrão e logo em seguida a Porsche 911 GT3 R #55, de Marcel Visconde e Ricardo Maurício (Stuttgart Motorsport), os quatro com grandes chances de brigar por vitória na geral e em suas categorias a P1 e a GT3, respectivamente.

Uma nova relargada deixou Tarso com boa vantagem sobre Muffato, que liderou as duas primeiras horas de corrida e com o pneu dianteiro esquerdo furado teve que entrar para o box. Faltando 1h20 para o final da corrida, Xandy e Marcel foram protagonistas de belas disputas na luta pela vitória na GT3. Na classe P3, os irmãos, campeões da categoria em 2018, Gustavo e Rafael Simon com o MRX #56 lideravam, seguidos pelo MRX #72 de Carlos e Yuri Antunes, ambas as duplas da Motorcar Racing.

Na volta 106, o safety car novamente foi acionado e mais uma janela obrigatória foi aberta, faltando pouco mais de uma hora para o término da competição e as estratégias foram se desenhando. O Porsche permaneceu na pista, enquanto o AJR #88, a Mercedes #09 e o AJR #113 fizeram seus pit stops.

 

 

A vitória só veio na bandeirada, com Orige cruzando a linha de chegada em primeiro e conquistando a vitória também na classe P1, Xandinho em segundo conquistando também a vitória na GT3, Queirolo em terceiro, Ricardo Maurício em quarto e José Ribeiro em quinto   Foto Bruno Terena/MS2

 

Ao todo, 33 carros compuseram o grid, composto pela geral e mais sete categorias.

 

Na categoria GT4, a vitória foi dos estreantes Leandro Romera e Alexandre Auler, com a Mercedes AMG GT4 #03   Foto Bruno Terena/MS2

 

Na classe P3, quem levou a melhor foi o campeoníssimo MRX #56, de Gustavo e Rafael Simon. Na P4, o topo do pódio foi de Ricardo Haag e Mario Marcondes (MRX #34)   Foto Bruno Terena/MS2

 

Na GT4 Light, Arthur Caleffi e Ia Ely conquistaram a vitória com a Mercedes CLA AMG #21 (Mottin Racing)   Foto Bruno Terena/MS2

 

Vitória na GT3 Light, Sergio Ribas e Guilherme Ribas (Aston Martin #63) Foto Bruno Terena/MS2

 

Resultado final da 4 Horas de Curitiba:

 

Pódio geral Foto Bruno Terena/MS2

1º. Vicente Orige, Carlos Kray e Tarso Marques – AJR#88 – 4.00.16.163

2º. Xandy e Xandinho Negrão – Mercedes AMG GT3 #09 – 0.378

3º. Pedro Queirolo e David Muffato – AJR #113 – 27.491

4º. Marcel Visconde e Ricardo Maurício – Porsche 911 GT3 R #55 – 58.873

5º. Nilson Ribeiro e José Ribeiro – AJR #65 – 150 voltas

6º. Chico Longo e Daniel Serra – Ferrari 488 #19 – 146 voltas

7º. Alexandre Auler e Leandro Romera – Mercedes AMG GT4 #03 – 145 voltas

8º. Wagner Ebrahim, Fábio Ebrahim e Pedro Aguiar – Ginetta G57 #20 – 144 voltas

9º. Sergio Ribas e Guilherme Ribas – Aston Martin #63 – 143 voltas

10º. Esio Vichiesi, Renan Guerra e Kreis Jr. – Ginetta #16 – 142 voltas

 

Resultado dos três primeiros colocados em cada categoria do Império Endurance Brasil

 

P1

Foto Bruno Terena/MS2

 

1º. Vicente Orige, Carlos Kray e Thiago Marques (AJR #88)

2º. David Muffato e Pedro Queirolo (AJR #113)

3º. Nilson Ribeiro e José Ribeiro (AJR #65)

 

GT3

Foto Bruno Terena/MS2

 

1º. Xandy Negrão e Xandinho Negrão (Mercedes AMG GT3 #09) – “Começar vencendo é sempre muito bom. Meu pai fez uma excelente largada e ganhou várias posições, no meu primeiro stint tivemos um furo no pneu traseiro esquerdo e paramos novamente, mas por ser uma corrida longa fomos buscar a diferença entre os líderes. Chegamos muito perto da vitória na geral também, o protótipo #88 que é da categoria mais rápida, vinha economizando combustível, então conseguimos chegar nele e por poucos metros não cruzamos a linha de chegada com mais essa vitória. Estamos felizes com o resultado, a categoria vem crescendo, trazendo mais carros para a disputa e se mantendo muito competitiva”, explicou Xandinho Negrão.

2º. Marcel Visconde e Ricardo Mauricio (Porsche 911 GT3 R #55) – “A equipe trabalhou muito bem e abrimos a temporada com um ótimo resultado. Deu tudo certo”, afirmava Visconde após a prova. “A equipe acertou nas estratégias e o Marcel guiou muito bem. No meu primeiro turno, me dei bem em uma ultrapassagem sobre retardatários e passei à frente do Xandinho. Agora vamos para a próxima corrida”, completou Mauricio.

3º. Daniel Serra e Chico Longo (Ferrari 488 #19)

 

GT3 Light

Foto Bruno Terena/MS2

 

1º. Sergio Ribas e Guilherme Ribas (Aston Martin #63)

 

GT4

Foto Bruno Terena/MS2

 

1º. Alexandre Auler e Leandro Romera (AMG GT4 #03)

2º. Esio Vichiesi, Renan Guerra e Kreis Jr. (Ginetta #16) – “Nossa equipe fez um trabalho espetacular, assim como meus parceiros de pilotagem, e mesmo com a diferença de potência que tínhamos, uma vez que a Ginetta tem motor V6 aspirado de 380 cavalos e nosso principal adversário é a Mercedes AMG que tem um motor V8 bi turbo com 450 cavalos, conseguimos largar na terceira posição e finalizarmos a prova na segunda posição em nossa categoria, a GT4. Essa diferença de potência fazia com que perdêssemos um pouco de reta, mas na parte de miolo da pista o carro era muito mais rápido e soubemos tirar proveito disso”, destacou Kreis Jr..

3º. Henry Visconde, Marcio Basso e Guilherme Salas (Audi A3 TCR) – Visconde largou com o Audi e chegou a liderar na GT4 na primeira fase da competição. O bom ritmo de corrida dos três pilotos compensou a menor potência do Audi em relação aos outros carros da classe, como o Mercedes AMG GT4 vencedor e o Ginetta G55 de Esio Vichiese/Renan Guerra/Krey Júnior, segundo colocado. “Estou satisfeito. Nossos adversários eram fortes e conseguimos um ótimo resultado”, declarou o piloto campeão da GT4 em 2018.

4º. Flavio Abrunhoza e Leandro Ferrari (Mercedes AMG GT4 #22)

 

GT4 Light

Foto Bruno Terena/MS2

 

1º. Arthur Caleffi e Ian Ely (Mercedes CLA AMG #21)

2º. Junior Victorette e Marcelo Karam (Mercees CLA AMG #14)

 

P3

Foto Bruno Terena/MS2

 

1º. Gustavo Simon e Rafael Simon – (MRX #56)

2º. Aldoir Sette e Marcelo Campagnolo (Protótipo 7 #07)

3º. Carlos Antunes e Yuri Antunes (MRX #72)

 

P4

Foto Bruno Terena/MS2

 

1º. Ricardo Haag e Mario Marcondes – (MRX #34)

2º. Alejandro Cignetti e Marcelo Miguel (Spyder #74)

[reprodução]

Luiz Salomão

Blogueiro e arteiro multimídia por opção. Dublê de piloto do "Okrasa" Conexão direta com o esporte a motor!

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