UMAS & OUTRAS #16 – Protótipos no Brasil [parte 2]

Em termos de protótipos não há dúvida que 1968 representou uma grande virada no automobilismo tupiniquim.

É o ano em que a Ford-Willys estreou o Bino Mark II, protótipo construído baseado em um carro de exposição, o Willys 1300 e sobre a plataforma e os elementos mecânicos da berlineta Interlagos, apenas com o objetivo de mostrá-lo no Salão do Automóvel de 1966. O carro foi feito por Toni Bianco e Nelson Enzo Brizzi, sob a supervisão de Luis Antonio Grecco.

O Protótipo Willys 1300 (nome oficial do carro) foi também apresentado no Salão de Varsóvia do mesmo ano, conseguindo bastante sucesso entre o público e a imprensa. Quando levado à pista, o carro demonstrou ser bastante instável nas retas e curvas de alta, devido ao seu curto entre eixos de 2,10 (qualquer dia desses escrevo uma coluna sobre a “maldição dos 2,10 metros…”).

O fato é que no final de 67 o carro teve que ser quase inteiramente refeito, apresentando partes das suspensões independentes vindas de um F-3, chassi tubular com sub-chassis na dianteira e traseira, câmbio Hewland de cinco marchas e motor traseiro Renault de 1300 cc, cabeçotes Amedeé Gordini e, o mais importante, entre eixos de 2,28 metros, o que acabou com sua crônica instabilidade direcional.

Bino Mark II estréia com vitória

O carro estréia com vitória nos Mil km de Brasília de 68, com a dupla Luisinho Pereira Bueno e José Carlos Pace, este último surrupiado de última hora da equipe Fittipaldi, uma das táticas favoritas de Greco a fim de enfraquecer os adversários.

Já na primeira prova ficou claro que seu principal adversário seria o veloz, mas pouco confiável protótipo Fitti-Porsche, construído pelos irmãos Fittipaldi no ano anterior.

Em 68, o Bino Mark II alcançou três vitórias – Mil Km de Brasília, Prova Santos Dumont e Prova Levi Dias -, conseguindo ainda um quinto lugar nas 500 Milhas da Guanabara e um segundo nos 500 km do Rio, resultados estes que o levaram ao título de campeão brasileiro da temporada.

Bino Mark II lidera o Mini-Cooper, Rio  Foto divulgação/AE

No ano seguinte, com a saída da Ford das pistas, o Bino Mark II é vendido ao piloto e preparador carioca Fernando “Feiticeiro” Pereira, juntamente com um Willys Mark I. Os dois protótipos disputam com regularidade o campeonato carioca de 1969 e algumas provas Brasil afora com Fernando Feiticeiro logrando uma vitória na 3ª. Etapa do Campeonato Carioca.
Em 1970, o carro retorna à mãos de Luis Greco e sob o comando de Luisinho Pereira Bueno – que havia retornado de sua temporada européia de F-Ford – o carro vive talvez seus melhores dias, colecionando vitórias nas 12 Horas de Interlagos (Luisinho/Lian Duarte), nos 500 km de Interlagos numa batalha épica de Luisinho contra o belo e moderno Fúria-FNM de Jaime Silva e o Festival de Velocidade em Interlagos para Protótipos e Turismo,encerrando-se assim seu cartel de vitórias.

Aliás, uma lenda corrente na época dava conta que o carro vencera 47 corridas, coincidentemente o mesmo número ostentado nas laterais desde seu lançamento. Nada mais falso: o carro participou de 22 corridas em três anos (68 a 71), alinhavando somente sete vitórias; mesmo assim um cartel invejável.

O Bino Mark II ainda participaria de duas provas em 1971, sendo a última as 12 Horas de Interlagos, onde abandonou por quebra. Foi o fim discreto de um dos maiores protótipos que já estiveram nas nossas pistas.
Atualmente o Bino Mark II pertence ao acervo do colecionador paulista Og Pozzoli.

O Fitti-Porsche, o calvário dos irmãos Fittipaldi

Nas Mil Milhas de 1967 estrearam alguns carros que, de uma maneira ou outra, passariam à história de nosso automobilismo.
Desses o mais celebrado era sem dúvida o Fitti-Porsche. Utilizando um chassi de Porsche 550 RS que havia pertencido a Bino Heins, o Fitti era equipado com um motor Porsche 904 de 2 litros, quatro comandos de válvulas, dois distribuidores e carburação Weber, debitando algo próximo dos 200 HP. Sua carroceria aerodinâmica – dentro dos padrões da época – fora desenhada por Emerson Fittipaldi, com clara influência dos Porsches 906 Carrera, e construída em alumínio pelo hábil artesão Francisco Picciuto.

Fitti-Porsche, alegria e decepção em 1968  Foto divulgação/AE

O carro estreou nas Mil Milhas já quebrando nos treinos o recorde oficial que pertencera por dez anos a Ciro Cayres e sua Maserati Corvette. Nesta edição, as grandes atrações eram os Lótus Europa, o Porsche 911 e o Lotus-Cortina da portuguesa Team Palma, mas o Fitti-porsche dominou a cena até abandonar por um princípio de incêndio.

Rio, 1968, vitória parcial do Fitti-Porsche  Foto divulgação/AE

Com o fechamento de Interlagos no final de 67, o circuito de Jacarepaguá no Rio de Janeiro se torna o centro do automobilismo nacional e foi ali que o Fitti-Porsche conheceu sua única vitória parcial, ao vencer a primeira bateria da prova Luso-Brasileira (ou Almirante Tamandaré), mas abandonando na segunda. Foi a sua última apresentação como spyder pois na prova seguinte, os Mil Km de Brasília, já aparecia com sua versão fechada, tipo berlineta, na qual consagraria sua imagem.

Luiz Pereira Bueno manda ver no Mineirão, BH  Foto divulgação/AE

Embora veloz, o Fitti-Porsche carecia de maior confiabilidade mecânica e esta foi a tônica ao longo de toda a temporada de 1968: o protótipo marcava o melhor tempo, disparava na frente e invariavelmente acabava abandonando por problemas mecânicos, o que lhe rendeu o apelido de “carro-madrinha”.

Ainda em 1969 o Fitti faria sua última corrida pelo Team Fittipaldi, nos 1000 Km de Brasília, equipado desta vez com motor VW 1600 cc, sendo depois vendido à Escola de Pilotagem de Pedro Victor de Lamare, de onde foi comprado por Sérgio Magalhães, que com ele fez algumas provas na temporada de 1970.

O carro desapareceu das pistas até 1974, quando ressurge na inauguração do Autódromo de Goiânia, pilotado pelo brasiliense Antonio Martins Filho, que o utiliza em algumas provas no Planalto Central com o Fitti-Volks já com a frente bem modificada até 1975. O carro encerra seus dias melancolicamente numa prova feminina, a Corrida do batom, dirigido pela esposa de um piloto local. Um fim inesperado para um ícone das nossas pistas.

Apesar de ter sido dado como perdido o que restou do Fitti-Porsche (ou Volks) foi recentemente localizado numa chácara nos arredores de Sobradinho. Consta ainda que os irmãos Fittipaldi entraram em conversações com o dono atual para adquiri-lo e restaurar o belo protótipo.

O Rio entra no Circuito

Desde 1960, quando o pentacampeão mundial Juan Manuel Fangio venceu uma prova no Circuito do Alto da Boa Vista, o automobilismo carioca entrou numa espécie de hibernação, com provas esporádicas em Petrópolis, subidas de montanha, ou algumas de rua realizadas no Aterro do Flamengo. A situação muda a partir de 1966 quando é inaugurado o antigo circuito de Jacarepaguá, dando oportunidade e maior visibilidade aos bons pilotos cariocas.

Dentro da ótica dos protótipos desta época, três deles se sobressaem. Um era o Simca-Achcar, construído em 66 pelo piloto Ricardo Achcar com estreita colaboração dos mecânicos portugueses Manoel e Antonio Ferreirinha. O carro partia de uma berlineta Interlagos com motor Simca Aquillon V-8 entre eixos, acoplado a uma caixa de câmbio Colotti de quatro marchas. A idéia parecia interessante, mas apesar de veloz, o carro sofria de um crônico problema de superaquecimento devido a um erro de dimensionamento no sistema de arrefecimento, tendo sido usado em poucas provas.

Outra criação de Achcar foi o famoso Patinho Feio, logo após o fiasco do Simca-Berlineta. Partindo de um chassi de Fórmula Vê Aranae alargado equipado com motor VW 1600 cc, o carro foi construído no tempo recorde de vinte dias a fim de participar das Mil Milhas de 1967.

Pato Feio Achcar, receita doméstica com veneno  Foto divulgação/AE

Apesar da estréia discreta, o Pato Feio-Ashcar teve atuação destacada no campeonato carioca de 1968, com desempenhos épicos, culminando com um brilhante segundo lugar nas 250 Milhas do Rio, atrás somente de uma Alfa GTA.

Outro protótipo carioca digno de nota foi o Geraldes Special, construído pelo comandante Neudy Geraldes, utilizava um chassi tubular, motor DKW entre eixos, câmbio VW. Apesar das belas linhas aerodinâmicas, o carro fez somente uma prova com esta configuração, tendo Norman Casari ao volante, abandonando por problemas mecânicos. Mais tarde, vendido ao piloto Luis Carlos Morais foi re-equipado com motor VW e renomeado Mirage-VW, tendo corrido até 1970 com alguns resultados razoáveis. O carro ainda está com a família do piloto no Rio de Janeiro.

Atrás do Opala 3900, o Mirage VW, ex-Geraldes Special  Foto divulgação/AE

A lista de protótipos brasileiros oriundos de carros de turismo é enorme, todos enquadrados no que então chamava-se Protótipos Experimentais CBA, mas é assunto para a próxima coluna.

Joaquim Lopes
Fotos (reprodução)

Luiz Salomão

Blogueiro e arteiro multimídia por opção. Dublê de piloto do "Okrasa" Conexão direta com o esporte a motor!

48 comentários em “UMAS & OUTRAS #16 – Protótipos no Brasil [parte 2]

  • 9 de junho de 2008 em 17:24
    Permalink

    Agora sim, Grande Saloma!
    Não quis ser chato só me acostumei, mal pelo jeito,com a coluna do Mestre Joca às segundas feiras junto com o café da manhã. Obrigado pela postagem.
    Mestre Joca, “só sete vitórias em 22 participações”? Isso representa um aproveitamento de uns 30 por cento, o que é um resultado pra lá de razoável, na minha humilde opinião.

    Mais uma vez, parabéns, coluna perfeita.

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 17:24
    Permalink

    Agora sim, Grande Saloma!
    Não quis ser chato só me acostumei, mal pelo jeito,com a coluna do Mestre Joca às segundas feiras junto com o café da manhã. Obrigado pela postagem.
    Mestre Joca, “só sete vitórias em 22 participações”? Isso representa um aproveitamento de uns 30 por cento, o que é um resultado pra lá de razoável, na minha humilde opinião.

    Mais uma vez, parabéns, coluna perfeita.

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 17:24
    Permalink

    Grande Maninho.

    Uma reclamação: A coluna demorou muito.

    No entanto, continua excelente! Tão boa quanto
    assistir Grand Prix no Cine Santana, ou As 24 Horas
    de Le Mans no Vera Cruz. Saúde contra a virose.
    Um grande abraço.

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 17:24
    Permalink

    Grande Maninho.

    Uma reclamação: A coluna demorou muito.

    No entanto, continua excelente! Tão boa quanto
    assistir Grand Prix no Cine Santana, ou As 24 Horas
    de Le Mans no Vera Cruz. Saúde contra a virose.
    Um grande abraço.

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 17:36
    Permalink

    Olá pessoal…
    me permitam dois pequenos ajustes na coluna acima:
    1 – Na verdade o Bino Maark II conseguiu oito vitórias, sendo sete com o Luisinho e uma com o Fernando Feiticeiro.

    2 – Revendo a excelente matéria do Sidney Cardoso sobre o Lorena-Porsche no site da Óbvio (de onde “surrupiei” algumas fotos desta coluna), vejo que o piloto Fernando Lima também pilotou o Geraldes Special, na prova preliminar do Torneio Internacional BUA de Fórmula Ford, em Janeiro de 1970.
    Obrigado, Sidney.
    Ficam aqui então as correções (por enquanto…)

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 17:36
    Permalink

    Olá pessoal…
    me permitam dois pequenos ajustes na coluna acima:
    1 – Na verdade o Bino Maark II conseguiu oito vitórias, sendo sete com o Luisinho e uma com o Fernando Feiticeiro.

    2 – Revendo a excelente matéria do Sidney Cardoso sobre o Lorena-Porsche no site da Óbvio (de onde “surrupiei” algumas fotos desta coluna), vejo que o piloto Fernando Lima também pilotou o Geraldes Special, na prova preliminar do Torneio Internacional BUA de Fórmula Ford, em Janeiro de 1970.
    Obrigado, Sidney.
    Ficam aqui então as correções (por enquanto…)

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 18:01
    Permalink

    Joaquim,
    Lembro-me bem que o Fitti porsche esteve disputando algumas provas do Batom aqui em Brasília nas mãos da esposa do ex-piloto Paulo Guaraciaba e, se não me engano, estava com motor do opala, pelo menos, era o que se comentava aqui.
    Então os Fittipaldis já entraram em contato com o dono do Fitti, pois fiquei sabendo que ele tem também um outro protótipo nacional daquela época, mas por pura falta de tempo, ainda não pude verificar isto direito.
    Parabens mais uma vez pela matéria.
    Jovino

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 18:01
    Permalink

    Joaquim,
    Lembro-me bem que o Fitti porsche esteve disputando algumas provas do Batom aqui em Brasília nas mãos da esposa do ex-piloto Paulo Guaraciaba e, se não me engano, estava com motor do opala, pelo menos, era o que se comentava aqui.
    Então os Fittipaldis já entraram em contato com o dono do Fitti, pois fiquei sabendo que ele tem também um outro protótipo nacional daquela época, mas por pura falta de tempo, ainda não pude verificar isto direito.
    Parabens mais uma vez pela matéria.
    Jovino

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 18:11
    Permalink

    Mestre Joca, agora fiquei curioso que negócio é esse de maldição dos 2,10 metros?

    Grande coluna como sempre. parabéns.

    Abs

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 18:11
    Permalink

    Mestre Joca, agora fiquei curioso que negócio é esse de maldição dos 2,10 metros?

    Grande coluna como sempre. parabéns.

    Abs

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 18:18
    Permalink

    Joca…posso estar muito enfanado e não será novidade porque minha cabeça tá uma m@##@%, acho o piloto Fernando Lima, competiu de Fuca com o numeral #63 e numa prova de rua em Petrópolis (saudade), empurrou o mini do Carlos Lima de numeral #177 e acabou desclassificado.
    Lembro-me nessa prova que o duelo foi quente, tanto que o Mini bateu na subida da R. Alberto Torres e o piloto, saiu brabo da barata e deu um puta soco no bichino, na capota…o que o carro tinha a ver com isso!
    Será que têm dois pilotos com o mesmo nome? Sei não…
    LS

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 18:18
    Permalink

    Joca…posso estar muito enfanado e não será novidade porque minha cabeça tá uma m@##@%, acho o piloto Fernando Lima, competiu de Fuca com o numeral #63 e numa prova de rua em Petrópolis (saudade), empurrou o mini do Carlos Lima de numeral #177 e acabou desclassificado.
    Lembro-me nessa prova que o duelo foi quente, tanto que o Mini bateu na subida da R. Alberto Torres e o piloto, saiu brabo da barata e deu um puta soco no bichino, na capota…o que o carro tinha a ver com isso!
    Será que têm dois pilotos com o mesmo nome? Sei não…
    LS

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 18:20
    Permalink

    J. Henrique…isso de 2,10 m têm história e papo pra horas!
    LS

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 18:20
    Permalink

    J. Henrique…isso de 2,10 m têm história e papo pra horas!
    LS

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 19:42
    Permalink

    Aviso aos navegantes cibernéticos:

    1 – Gilberto, como vê fiz um pequeno reparo no total de vitórias do Mark II. Faço outro agora, foram 24 participações e não 22 como afirmei na coluna, o que melhoraria o ranking para uns 33 por cento. Acho que a virose deste fim de semana me afetou mais que eu esperava.rsrsrsrs…

    2 – Se alguém ainda não sabe o blogueiro Marco Aurélio é um amigão de adolescência e um matuza da melhor estirpe. Nos achamos aqui no boteco do Saloma após 35 anos. No comentário acima às sessões vespertinas de cinema, eu incluiria o filme “Um Homem, Uma MUlher” de Claude Lelouch (1966)onde há uma seqüencia de 9 minutos onde o protagonista testa um F-3 e um GT-40 da Ford France. Absolutamente mágico, foi a primeira vez que ouvi o ronco do V-8 4.9 litros do GT-40. Recomendo a quem puder assistir.

    3 – Jovino, grande Jovino, embaixador do boteco em Brasilia. Você tem toda razão, era a esposa do Paulo Guaraciaba, já falecido.Se era motor de Opala, não sei dizer, mas com certeza com o Toninho Martins era VW 2 litros.

    Grande abraço,

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 19:42
    Permalink

    Aviso aos navegantes cibernéticos:

    1 – Gilberto, como vê fiz um pequeno reparo no total de vitórias do Mark II. Faço outro agora, foram 24 participações e não 22 como afirmei na coluna, o que melhoraria o ranking para uns 33 por cento. Acho que a virose deste fim de semana me afetou mais que eu esperava.rsrsrsrs…

    2 – Se alguém ainda não sabe o blogueiro Marco Aurélio é um amigão de adolescência e um matuza da melhor estirpe. Nos achamos aqui no boteco do Saloma após 35 anos. No comentário acima às sessões vespertinas de cinema, eu incluiria o filme “Um Homem, Uma MUlher” de Claude Lelouch (1966)onde há uma seqüencia de 9 minutos onde o protagonista testa um F-3 e um GT-40 da Ford France. Absolutamente mágico, foi a primeira vez que ouvi o ronco do V-8 4.9 litros do GT-40. Recomendo a quem puder assistir.

    3 – Jovino, grande Jovino, embaixador do boteco em Brasilia. Você tem toda razão, era a esposa do Paulo Guaraciaba, já falecido.Se era motor de Opala, não sei dizer, mas com certeza com o Toninho Martins era VW 2 litros.

    Grande abraço,

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 20:03
    Permalink

    Saloma,
    Você está correto, o Fernando Lima disputava regularmente as provas com um fusca #63. Não me recordava mais deste imbroglio do Fernando Lima com o Carlos idem, a propósito será que este era o mesmo Mini-Cooper que pertenceu ao Mestre Amaury Mesquita?

    Saloma, Vicente Miranda, César Costa, Sidney Cardoso, Filipe W, Caique Pereira e cariocas a postos estão convocados a dar seus testemunhos.

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 20:03
    Permalink

    Saloma,
    Você está correto, o Fernando Lima disputava regularmente as provas com um fusca #63. Não me recordava mais deste imbroglio do Fernando Lima com o Carlos idem, a propósito será que este era o mesmo Mini-Cooper que pertenceu ao Mestre Amaury Mesquita?

    Saloma, Vicente Miranda, César Costa, Sidney Cardoso, Filipe W, Caique Pereira e cariocas a postos estão convocados a dar seus testemunhos.

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 20:53
    Permalink

    Êta cabecinha minha, hem…quanto ao pega acho que tenho uma foto tirada em Petrópolis na ocasião. A fuaca saiu que nem um rojão atrás do Mini e estava numa categoria com veneno de outra. Assim é fácil. E o Mini é o mesmo, creio…
    Depois digo mais, assim que recobrar a consciência petropolitana!
    abs
    LS

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 20:53
    Permalink

    Êta cabecinha minha, hem…quanto ao pega acho que tenho uma foto tirada em Petrópolis na ocasião. A fuaca saiu que nem um rojão atrás do Mini e estava numa categoria com veneno de outra. Assim é fácil. E o Mini é o mesmo, creio…
    Depois digo mais, assim que recobrar a consciência petropolitana!
    abs
    LS

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 23:53
    Permalink

    Joaquim, como sempre SENSACIONAL!
    Pequena colaboração atendendo seu pedido:
    Eram tantos com o sobrenome Lima que dá pra confundir mesmo.
    Vamos lá:
    – Antonio Rodrigues Lima corria com Fusca 63, sem ventoinha.

    – Luiz A. Lima corria com o famoso Fusca “Ovo de Codorna”201, também sem ventoinha.

    – Carlos Lima corria com o Mini-Cooper do Amauri Mesquita 177 nas provas de estreantes.

    Houve um pequeno engano no nome do deputado era Levy Neves Dias.

    Resposta
  • 9 de junho de 2008 em 23:53
    Permalink

    Joaquim, como sempre SENSACIONAL!
    Pequena colaboração atendendo seu pedido:
    Eram tantos com o sobrenome Lima que dá pra confundir mesmo.
    Vamos lá:
    – Antonio Rodrigues Lima corria com Fusca 63, sem ventoinha.

    – Luiz A. Lima corria com o famoso Fusca “Ovo de Codorna”201, também sem ventoinha.

    – Carlos Lima corria com o Mini-Cooper do Amauri Mesquita 177 nas provas de estreantes.

    Houve um pequeno engano no nome do deputado era Levy Neves Dias.

    Resposta
  • 10 de junho de 2008 em 16:10
    Permalink

    Aqui vou imprimindo…

    E já fico curioso para a proxima segunda .

    Os protoripos derivados de carros de serie são sempre uma delicia de se ver e saber a historia .

    Espingarda ,Simca Regente e outras invencionices de um tempo maluco beleza!
    Dá-lhe Joca!

    Resposta
  • 10 de junho de 2008 em 16:10
    Permalink

    Aqui vou imprimindo…

    E já fico curioso para a proxima segunda .

    Os protoripos derivados de carros de serie são sempre uma delicia de se ver e saber a historia .

    Espingarda ,Simca Regente e outras invencionices de um tempo maluco beleza!
    Dá-lhe Joca!

    Resposta
  • 10 de junho de 2008 em 16:26
    Permalink

    Joaquim:
    Logo depois da estréia dos Fittipaldis na GT em Interlagos, vi uma matéria no Sportv onde o Wilsinho dizia que haviam seguido os rastros do Fittiporsche e ele teria sido sucateado para aproveitamento do alumínio. Achei esquisita a explicação porque o carro na versão fechada tinha a traseira em fibra e, depois que a frente foi destruída num acidente em Brasília, o novo dono havia feito uma nova frente em fibra também (por sinal horrorosa). Ou seja: não havia mais alumínio no final de carreira do carro.Estaria ele blefando? Será que o carro ainda existe mesmo?

    Resposta
  • 10 de junho de 2008 em 16:26
    Permalink

    Joaquim:
    Logo depois da estréia dos Fittipaldis na GT em Interlagos, vi uma matéria no Sportv onde o Wilsinho dizia que haviam seguido os rastros do Fittiporsche e ele teria sido sucateado para aproveitamento do alumínio. Achei esquisita a explicação porque o carro na versão fechada tinha a traseira em fibra e, depois que a frente foi destruída num acidente em Brasília, o novo dono havia feito uma nova frente em fibra também (por sinal horrorosa). Ou seja: não havia mais alumínio no final de carreira do carro.Estaria ele blefando? Será que o carro ainda existe mesmo?

    Resposta
  • 10 de junho de 2008 em 18:01
    Permalink

    Cesar…tenho minhas dúvidas amparadas em conversas de bar, que a barata repousa em algum lugar no planalto, mas para isso, estamos investigando com agentes pra lá de competentes…
    LS

    Resposta
  • 10 de junho de 2008 em 18:01
    Permalink

    Cesar…tenho minhas dúvidas amparadas em conversas de bar, que a barata repousa em algum lugar no planalto, mas para isso, estamos investigando com agentes pra lá de competentes…
    LS

    Resposta
  • 10 de junho de 2008 em 19:00
    Permalink

    Joaquim,

    Parabéns por amis esse texto. A história das 47 vitórias em 47 corridas parece ter sido mais um golpe publicitário do Mauro Salles.
    Quando moleque eu tentava visitar fábricas e oficinas envolvidas comcompetição e em uma dessas oportunidades o Nelson Brizin me disse, lá no galpão da Willys em Santo Amaro, que o Bino teria ido a uma exposição na Polônia. Foi depois dessa viagem que o carro voltou alongado e foi usado nas pistas.
    Abs

    Beegola

    Resposta
  • 10 de junho de 2008 em 19:00
    Permalink

    Joaquim,

    Parabéns por amis esse texto. A história das 47 vitórias em 47 corridas parece ter sido mais um golpe publicitário do Mauro Salles.
    Quando moleque eu tentava visitar fábricas e oficinas envolvidas comcompetição e em uma dessas oportunidades o Nelson Brizin me disse, lá no galpão da Willys em Santo Amaro, que o Bino teria ido a uma exposição na Polônia. Foi depois dessa viagem que o carro voltou alongado e foi usado nas pistas.
    Abs

    Beegola

    Resposta
  • 11 de junho de 2008 em 08:19
    Permalink

    Dú Cardim do Céu, o que você andou ingerindo, meu irmão? hahahahaha….

    César Costa,
    Ouvi a mesma história do Wilsinho, mas fontes confiáveis (Jovino de Brasilia e o Adilson Ayres, aqui em SP) me afiançaram que o Fitti-Porsche sobreviveu ao desmanche. Só que ninguém ainda viu o dito cujo, o Jovino está na captura já há alguns meses, como disse aí em cima.

    Sidney, obrigado pelo complemento e correção.

    J. Henrique,
    Essa história de 2,10 metros (sem alusões, por favor…hehehehe…), vai longe como disse o Saloma. Voltaremos ao assunto em breve.

    Beegola,
    Quem agradece sou eu a participação de um dos maiores jornalistas especializados em automobilismo que este país ainda tem, verdadeira autoridade na área.

    O maior prazer de escrever neste espaço é que fazemos para pessoas que entendem, conhecem e curtem o automobilismo de competição e não para curiosos e diletantes.

    Abraços e meus agradecimentos a todos

    Resposta
  • 11 de junho de 2008 em 08:19
    Permalink

    Dú Cardim do Céu, o que você andou ingerindo, meu irmão? hahahahaha….

    César Costa,
    Ouvi a mesma história do Wilsinho, mas fontes confiáveis (Jovino de Brasilia e o Adilson Ayres, aqui em SP) me afiançaram que o Fitti-Porsche sobreviveu ao desmanche. Só que ninguém ainda viu o dito cujo, o Jovino está na captura já há alguns meses, como disse aí em cima.

    Sidney, obrigado pelo complemento e correção.

    J. Henrique,
    Essa história de 2,10 metros (sem alusões, por favor…hehehehe…), vai longe como disse o Saloma. Voltaremos ao assunto em breve.

    Beegola,
    Quem agradece sou eu a participação de um dos maiores jornalistas especializados em automobilismo que este país ainda tem, verdadeira autoridade na área.

    O maior prazer de escrever neste espaço é que fazemos para pessoas que entendem, conhecem e curtem o automobilismo de competição e não para curiosos e diletantes.

    Abraços e meus agradecimentos a todos

    Resposta
  • 11 de junho de 2008 em 11:27
    Permalink

    Cesar Costa e Joaquim,
    O que eu sei a respeito do Fitti é que o vi correr aqui em Brasília no final início da década de 70/80 e estava perfeito, aparentemente, do jeito que o conhecia. Depois foi comprado por uma pessoa ligada a automobilismo e que, acho, não cometeria a estupidez de o desmanchar. O que eu sei de concreto: um amigo, inclusive, que foi piloto da Hot Dodge e que é amigo desta pessoa que o teria comprado, ele me falou que ele tem o Fitti, não soube dizer como está e tem também um outro protótipo numa chácara próximo a cidade satélite de Sobradinho. Para eu conseguir algum material com ele a respeito da Hot Dodge e que foi publicada aqui no Boteco do Salmoma, foi muito difícil contata-lo, pois o cara é fazendeiro e fica quase que o tempo todo em sua fazenda. Agora mesmo tentei falar com ele e o telefone está fora de área, mas por pura falta de tempo, ainda não pude ter certeza destes fatos, mas prometo que irei neste final de semana lá na empresa dele para tentar um contato com o suporto dono do fitti, pois tenho muita curiosidade, também, em saber a realidade deste carro histórico.
    Jovino

    Resposta
  • 11 de junho de 2008 em 11:27
    Permalink

    Cesar Costa e Joaquim,
    O que eu sei a respeito do Fitti é que o vi correr aqui em Brasília no final início da década de 70/80 e estava perfeito, aparentemente, do jeito que o conhecia. Depois foi comprado por uma pessoa ligada a automobilismo e que, acho, não cometeria a estupidez de o desmanchar. O que eu sei de concreto: um amigo, inclusive, que foi piloto da Hot Dodge e que é amigo desta pessoa que o teria comprado, ele me falou que ele tem o Fitti, não soube dizer como está e tem também um outro protótipo numa chácara próximo a cidade satélite de Sobradinho. Para eu conseguir algum material com ele a respeito da Hot Dodge e que foi publicada aqui no Boteco do Salmoma, foi muito difícil contata-lo, pois o cara é fazendeiro e fica quase que o tempo todo em sua fazenda. Agora mesmo tentei falar com ele e o telefone está fora de área, mas por pura falta de tempo, ainda não pude ter certeza destes fatos, mas prometo que irei neste final de semana lá na empresa dele para tentar um contato com o suporto dono do fitti, pois tenho muita curiosidade, também, em saber a realidade deste carro histórico.
    Jovino

    Resposta
  • 11 de junho de 2008 em 12:06
    Permalink

    Lembro bem dessas Mil Milhas de 1967. Tinha 14 anos na época. A largada ainda era dada a meia-noite. Fui a Interlagos escondido da minha mãe – estava de castigo por ter ficado de segunda época na escola. Bons tempos.

    Resposta
  • 11 de junho de 2008 em 12:06
    Permalink

    Lembro bem dessas Mil Milhas de 1967. Tinha 14 anos na época. A largada ainda era dada a meia-noite. Fui a Interlagos escondido da minha mãe – estava de castigo por ter ficado de segunda época na escola. Bons tempos.

    Resposta
  • 11 de junho de 2008 em 14:31
    Permalink

    Joaquim desculpa talvez a sugestão mas porque as suas colunas tem sempre que ter uma sequencia, não dá pra fazer só uma ? É que agente fica esperando uma semana até e conclusão. É só uma sugestão não dá pra fazer só numa coluna?

    Resposta
  • 11 de junho de 2008 em 14:31
    Permalink

    Joaquim desculpa talvez a sugestão mas porque as suas colunas tem sempre que ter uma sequencia, não dá pra fazer só uma ? É que agente fica esperando uma semana até e conclusão. É só uma sugestão não dá pra fazer só numa coluna?

    Resposta
  • 11 de junho de 2008 em 19:27
    Permalink

    Meu caro William,

    De início, obrigado pela “audiência”… rsrsrs.
    O fato é que a produção da coluna demanda um tempo e trabalho consideráveis. Normalmente, logo após veiculada nas segundas feiras, começamos – Saloma e eu-, a pensar na próxima.
    Via de regra, por volta de sexta feira o texto está pronto e aí entra o trabalho de edição, escolha e tratamento das fotos, colocação de títulos e legendas.
    É um trabalho de idas e vindas, com acertos frequentes da parte gráfica.
    Apesar do meu nome lá em cima – cortesia do titular do blog – o trabalho todo é feito a quatro mãos. Há todo o tratamento gráfico que o Salomão normalmente faz nos fins de semana ou no tempo livre.
    Quanto ao conteúdo, os assuntos muitas vezes são ricos em detalhes e extensos na descrição e, embora haja um trabalho conjunto na editoria de texto, muitas vezes ele se alonga para não perder o teor e a informação.
    Como vê, há todo um trabalho por trás destas simples linhas, cujo objetivo maior é agradar a vocês, blogueiros.
    Este é um trabalho que fazemos com muita satisfação e tem dado certo até agora.
    Esperamos contar sempre com sua freqüencia e agradecemos a sugestão, afinal o blog aqui vive da interatividade com seus participantes.

    Um grande abraço,

    Resposta
  • 11 de junho de 2008 em 19:27
    Permalink

    Meu caro William,

    De início, obrigado pela “audiência”… rsrsrs.
    O fato é que a produção da coluna demanda um tempo e trabalho consideráveis. Normalmente, logo após veiculada nas segundas feiras, começamos – Saloma e eu-, a pensar na próxima.
    Via de regra, por volta de sexta feira o texto está pronto e aí entra o trabalho de edição, escolha e tratamento das fotos, colocação de títulos e legendas.
    É um trabalho de idas e vindas, com acertos frequentes da parte gráfica.
    Apesar do meu nome lá em cima – cortesia do titular do blog – o trabalho todo é feito a quatro mãos. Há todo o tratamento gráfico que o Salomão normalmente faz nos fins de semana ou no tempo livre.
    Quanto ao conteúdo, os assuntos muitas vezes são ricos em detalhes e extensos na descrição e, embora haja um trabalho conjunto na editoria de texto, muitas vezes ele se alonga para não perder o teor e a informação.
    Como vê, há todo um trabalho por trás destas simples linhas, cujo objetivo maior é agradar a vocês, blogueiros.
    Este é um trabalho que fazemos com muita satisfação e tem dado certo até agora.
    Esperamos contar sempre com sua freqüencia e agradecemos a sugestão, afinal o blog aqui vive da interatividade com seus participantes.

    Um grande abraço,

    Resposta
  • 11 de junho de 2008 em 20:15
    Permalink

    Joaquim e Saloma,
    Acho que o William quis dizer é sobre a ansiedade que ficamos até sair a próxima coluna. Pessoalmente sinto um frio na espinha quando o mestre Joaquim afirma no final “este é assunto pra próxima coluna”. É garantia de uma semana de suspense, como nos antigos seriados de matinê : “continua na próxima semana”.

    Resposta
  • 11 de junho de 2008 em 20:15
    Permalink

    Joaquim e Saloma,
    Acho que o William quis dizer é sobre a ansiedade que ficamos até sair a próxima coluna. Pessoalmente sinto um frio na espinha quando o mestre Joaquim afirma no final “este é assunto pra próxima coluna”. É garantia de uma semana de suspense, como nos antigos seriados de matinê : “continua na próxima semana”.

    Resposta
  • 12 de junho de 2008 em 14:12
    Permalink

    Mais uma que essa dupla apronta…euheuehe
    Obrigado Joaquim e Saloma por mais uma aula de história…

    Só a história do paradeiro dos clássicos nacionais das pistas já dá conteúdo para uma série quase infinita…

    Resposta
  • 12 de junho de 2008 em 14:12
    Permalink

    Mais uma que essa dupla apronta…euheuehe
    Obrigado Joaquim e Saloma por mais uma aula de história…

    Só a história do paradeiro dos clássicos nacionais das pistas já dá conteúdo para uma série quase infinita…

    Resposta
  • 12 de junho de 2008 em 14:46
    Permalink

    Caladinho, caladinho, Jovino vai acabar descobrindo a principal “mosca-branca” do automobilismo brasileiro.

    Resposta
  • 12 de junho de 2008 em 14:46
    Permalink

    Caladinho, caladinho, Jovino vai acabar descobrindo a principal “mosca-branca” do automobilismo brasileiro.

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.