HISTÓRICO – AUTOMOBILISMO CARIOCA E UM SHOW DE ALFAS

Um bom papo com o ex-piloto Sidney Cardoso, perpetuando a história do automobilismo carioca, no extinto Autódromo de Jacarepaguá na década de 60.

Fala Sidney Cardoso…

Na primeira etapa do Campeonato Carioca de Pilotos Foto de Sidney Cardoso com Lorena Porsche #20, não terminou por quebra do trambulador

“Na segunda etapa do Campeonato Carioca de Automobilismo de 1968, não me lembro o motivo, estava sem o Lorena pra correr.
Abelardo Aguiar que possuía um Alfazoni me ofereceu para alugá-lo, visto que na primeira corrida deste Campeonato, embora tivesse feito a volta mais rápida da prova, tive que parar devido a quebra do trambulador do Lorena (acima), sem marcar um único ponto.

O Wilson Marques Ferreira, “Mug”, que havia corrido as Mil Milhas comigo em 67, de Alfa Giulia, também estava com problemas em seu carro, se não me falha a memória, um Malzoni. Ele me pediu, solicitei ao Piero Gância e ele alugou a Zagatto para o “Mug”. Esta prova foi vencida por Mário Olivetti com Alfa GTA, que, já havia vencido a etapa anterior.

Bem, corri com o Alfazoni que deu problemas e tive que parar de novo, sem marcar ponto. “Mug”, chegou em terceiro com a Zagatto”.

O resultado desta prova:
1 – Mário Olivetti, Alfa GTA (Primeiro na cat. acima de 1301)
2 – Aloísio Kreischer, Alfa GTV (Segundo na cat. acima de 1301)
3 – Wilson ferreira, Alfa Zagatto (Terceiro na cat. acima de 1301)
4 – Hélvio Zanata Alfa Giulia (Quarto na cat. acima de 1301)
5- Ronaldo Rebecchi, Interlagos (Primeiro no Grupo III-Gran Turismo)
(quatro Alfas nos primeiros lugares)

Wilson Marques Ferreira, Alfa Zagatto #9 e João Moraes #99, Malzoni Foto AE

Alfazoni, Sidney Cardoso #2, curva Norte

Alfazoni, Sidney Cardoso #2 alinhando para o treino de classificação

Alfazoni, Sidney Cardoso #2

Hélvio Zanata, Alfa Giulia #76, Sidney, Alfazoni #2, Bob Sharp #40, DKW, Heitor P. de Castro Berlineta e Fábio Crespi, DKW   Foto AE

Wilson Marques Ferreira que fez dupla com Sidney nas Mil Milhas, em 1967, com Alfa Romeo Zagato #9 e Sidney com Alfazoni #2, antes da largada Foto AE

Panachê de imagens da prova, Hélvio Zanata Alfa TI #76 vem puxando a fila, o Interlagos de Ronaldo Rebecchi na sua cola. O único acidente da prova foi com o Malzoni #99 de João Moraes, que saiu da pista. E a “cansada” Alfa Zagatto de Wilson Ferreira, foi um bom terceiro lugar na geral e na categoria acima de 1301.  Fotos AE
Sidney Cardoso

Luiz Salomão

Blogueiro e arteiro multimídia por opção. Dublê de piloto do "Okrasa" Conexão direta com o esporte a motor!

14 comentários em “HISTÓRICO – AUTOMOBILISMO CARIOCA E UM SHOW DE ALFAS

  • 1 de maio de 2009 em 11:40
    Permalink

    Fantásticas fotos !

    É sempre bom escutar as histórias do Sidney.

    Um pergunta Sidney, essa Alfazoni era boa de curva ? a bichinha com esses Firestone enormes ficou muito engraçada, o carro parece que está montado com 4 biscoitos Globo ! hehehe

    (Para quem não é do Rio, Biscoito Globo é uma marca de biscoitos de polvilho, que fazem uma lambança quando vc os come, mas são uma delicia e quebram o maior galho no engarrafamento ou na praia)

    Resposta
  • 1 de maio de 2009 em 12:56
    Permalink

    Parabens Sidney, show de fotos. Sempre vejo esta alfa com estas rodas bem largas mas nunca podia imaginar que você tivesse tocado a máquina.
    Jovino

    Resposta
  • 1 de maio de 2009 em 13:27
    Permalink

    Esse Alfazoni está restairado e pertence ao Viola, Rio!

    Resposta
  • 1 de maio de 2009 em 17:53
    Permalink

    E a raríssima Alfa Zagato que deixou saudades.
    Não me canso de apreciar as linhas graciosas dessa Alfinha de triste fim, abandonada em plena rua.
    Ô gente incompetente esses brasileiros…
    Mais uma vez obrigado Sidney, por compartilhar essas lindas fotos.

    Resposta
  • 1 de maio de 2009 em 21:51
    Permalink

    Sou péssimo para datas e anos, mas tenho a impressão que o ano disso tudo foi 1969. Em 68, se não me falha a memória fotogênica, foi a estréia do Lorena-Porsche, na primeira etapa do Carioca, ainda com o Sérgio Cardoso (eu estava lá). O vencedor também foi o Olivetti, que bem merecia um perfil aqui…

    Resposta
  • 2 de maio de 2009 em 12:26
    Permalink

    esta passando da hora de procurarmos o olivetti e ouvirmos um pouco das suas historias que sao muitas
    a uns 6 meses atraz ele falava em voltar a correr
    grande figura com historias famtasticas em cima de alfas porque quando sentou na porsche o moco azulou
    jc sete lagoas

    Resposta
  • 2 de maio de 2009 em 18:21
    Permalink

    Romeu,
    Realmente a raríssima Alfa Zagato acabou seus dias na rua, onde foi depenada. Nas minhas buscas cheguei ao filho do último proprietário, já falecido, mas não teve jeito.. Pelas informações que tive, o que restou do carro foi sucateado.

    Resposta
  • 3 de maio de 2009 em 02:25
    Permalink

    Saloma
    Desculpe-me só estar respondendo hoje, tive uns contratempos e fiquei vários dias fora da internet. Voltei hoje.

    Felipe W.

    Esse Alfazoni era excelente de curva, possuía diferencial autoblocante. Foi a primeira vez que dirigi um carro assim.

    De todos carros que guiei este foi o que levei mais tempo pra achar seu limite. Apanhei um bocado com ele. Por incrível que pareça, acredite se quiser, guiar o GT 40 foi bem mais fácil.

    De início tentava jogar a traseira pra sentir sua reação e ela não saia por nada. Olha, levei tempo pra pegar sua manha.

    É como você falou, os pneus dele pareciam mesmo aqueles biscoitos Globo de polvilho.
    Abraços.

    Resposta
  • 3 de maio de 2009 em 02:30
    Permalink

    Caro Jovino
    Esse carro tinha um problema crônico de estourar o pára-brisa, devido ficar com o capô levantado com uns 4 dedos, o ar quente o estourava.

    Comigo não foi diferente, lembro-me que fiquei um bom tempo em sexto duelando com Ronaldo Rebecchi que estava de Interlagos e aí o pára-brisas estourou com o calor.
    Abraços

    Resposta
  • 3 de maio de 2009 em 02:42
    Permalink

    Saloma

    Pois é, está com o Viola e tá com a cor vermelha, ficou bem bonito.
    Abraços

    Romeu

    Concordo contigo, também sempre achei essa Zagatto linda.

    Ah, você que gosta de MG, acabei de achar uma foto minha dirigindo um verde no autódromo do Rio, depois irei escanear e te enviar.
    Abraços,

    César Costa

    Por sorte possuo a revista Auto Esporte que fala dessa corrida, ela é de junho de 1968, foi a segunda etapa do campeonato. A da estréia do Lorena com meu irmão foi a I etapa.

    Concordo contigo e dou a maior força para o Saloma colocar o perfil do Mário Olivetti aqui, seria mais do que merecida uma homenagem a ele.

    Que tal, Saloma? Fica a nossa sugestão.
    Abraços

    Resposta
  • 3 de maio de 2009 em 02:58
    Permalink

    César Costa

    Matei a charada! Havia enviado essas fotos para o Saloma faz tempos, na época não tinha o apoio do Ricardo Cunha e havia me enganado, pois a corrida que o Lorena quebrou o trambulador foi a I etapa do campeonato de 1969, olha o link aqui:

    http://www.youtube.com/watch?v=Esvaz6oreIk

    A estréia do Lorena com o Sérgio foi em 68 e naquela corrida eu estava com o Karmann-Ghia do saudoso João Varanda Filho, “Jiquica”.

    Saloma

    Por falar nisso, consegui umas fotos inéditas da corrida de Petrópolis de 1967, inclusive aparece o Karman-Ghia do “Jiquica” lindão em cores, elas me foram enviadas pelo piloto e amigo Nelson Cintra que corria de Gordini.

    Vou te enviar, caso deseje publicá-las. Por favor, dê o crédito das fotos para o Nelson Cintra, são deles as fotos, estarei apenas te repassando.
    Abraços,

    Resposta
  • 3 de maio de 2009 em 21:28
    Permalink

    Sidney,
    Acredito que o Alfazoni deveria ser dificílimo de ser guiado, devido ao entre-eixos curto associado a bitolas muito grandes. A distância entre-eixos e as bitolas configurando um retângulo “quase quadrado”, é praticamente impossível jogar a traseira.
    Um abraço,
    Vicente

    Resposta
  • 12 de agosto de 2009 em 18:30
    Permalink

    Como o mundo dá voltas. Enquanto o Sr. Sidney importa um GT40, meu pai (cônsul belga no Rio) leva na bagagem diplomática um reluzente Malzoni (e depois uma Puma DKW) quando retornamos à Bélgica.
    Sem falsa modéstia o fabriqué aux Brésil é infinitamente mais bonito que o monstro ianque, e até hoje arrasa nos encontros dos antigos, mesmo quando alquma daquelas g(t)eringonças estejam presentes.
    Saudações belgo-monarquistas
    carlo paolucci

    Resposta
  • 12 de agosto de 2009 em 18:59
    Permalink

    Apareça sempre e traga notícias belgo-monarquistas!

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.