FORD GT 40 – TIVEMOS EXEMPLAR POR AQUI


De carro reserva em Le Mans para as pistas brasileiras, na década de 60 (Chassis #1083) e hoje está nos EUA.

ATUALMENTE É DE PROPRIEDADE DE ARCHIE URCIUOLI, EXECUTIVO, ADVOGADO, AUTOR E UM PILOTO DE CORRIDAS VETERANO, E MANTIDO PELA RACING SERVIÇOS VINTAGE, INC. FOTO REPRODUÇÃO/FLICKR.COM/ANDREW_HENDERSON

O GT40 P / #1083 foi o último GT-40 original, construído com especificações idênticas ao carro de 1968 e 1969 vencedores de Le Mans, e vendido no perfil de carro de corrida. Adquirido pela Equipe Colégio Arte e Instrução, do Rio de Janeiro, de propriedade de Sidney Cardoso, em 1969, competiu entre 1969-1971. Assunto que falaremos mais tarde.

De 1971 em diante, há controvérsias de informações pelos sites e informações de época, e com isso pedimos um reforço ao parceiro Carlos De Paula, para nos ajudar e deixar o assunto, o mais redondo possível e foi isso que ele fez com o texto abaixo.

“Há muitas informações conflitantes sobre o Ford GT40 que foi trazido ao Brasil em 1969, e algumas até chegam a sugerir que mais de um modelo da marca correu no Brasil. Estamos falando, obviamente, do Ford GT40 original, não do Ford GT relançado pela Ford muitos anos depois. As informações conflitantes podem ser achadas em sites e fóruns brasileiros, além de sites ingleses, tchecos e americanos.

A verdade é que somente um Ford GT40 foi trazido e disputaram corridas no Brasil, o chassis #1083. Antes que alguém te diga uma versão poética, de que foi o carro que ganhou Le Mans em 1968, ou um dos GT40 originais que disputaram diversas corridas entre os anos de 1964 a 1969, fiquem sabendo que o carro nunca havia disputado uma corrida na Europa antes de chegar ao Brasil. De fato o #1083 foi encomendado por um piloto alemão, que desistiu da compra e resolveu comprar um Porsche.

Teria sido o último carro produzido pela Ford só para clientes exclusivamente para competição (embora houvesse um chassis #1084, que pela lógica, foi produzido depois dos #1083), e acabou nas mãos de Sidney Cardoso e Carlos Alberto Scorzelli, na mesma cor vermelha em que foi produzido. O carro foi incorporado à Equipe Colégio Arte e Instrução, e disputou suas primeiras corridas no Brasil já em 1969″.

O GT40 COM O NÚMERO DA SORTE DE WILSINHO, O SETE, QUE NÃO LHE DEU SORTE ALGUMA. SOMENTE DOIS ABANDONOS COM O CARRO, NADADAS VISTOSAS VITÓRIAS DESCRITAS EM DIVERSOS SITES. NOTEM O DECALQUE DO GRECO NO CARRO
FOTO REPRODUÇÃO/ROGÉRIO P D LUZ

“Em 1971 o carro acabou nas mãos de Wilson Fittipaldi, tendo sido vendido para Luiz Antonio Greco. Wilson disputou duas provas com o mesmo no final da temporada, as Provas Argentina e Brasil em Interlagos. Alguns sites dizem que Fittipaldi correu com o carro nos próximos dez anos, e que até José Carlos Pace havia pilotado o carro, duas mentiras.

Outro diz que o carro foi originalmente vendido a Wilson em 1969, e não para Sidney Cardoso, outra ficção. Um site diz também que o carro sempre obteve posições de pódio depois que passou para as mãos de Wilson Fittipaldi Jr., outra inverdade, pois Wilson abandonou as duas provas que fez com o carro. Outro ainda diz que o carro venceu todas as corridas no Brasil, depois que passou para as mãos de Wilsinho.

O GT 40 NAS CORES DA EQUIPE GRECO E O NUMERAL #21
FOTO REPRODUÇÃO/ROGÉRIO P D LUZ

Na realidade em 1972 o carro disputou corridas pela Equipe Greco, e foi pilotado por Paulo de Mello Gomes em quatro corridas, terminando duas vezes em terceiro e uma vez em quarto. O carro também foi usado por Paulão nos 500 km de Interlagos.

Em 1972 o GT 40 1083 teve uma última vitória em um evento brasileiro, que na realidade, não foi uma corrida. O paulista Sergio Mattos ganhou um evento de velocidade na base aérea Cumbica, atingindo a marca de 238, 156 km/hr, recorde brasileiro, naquela que seria a sua única vitória no automobilismo. “Como mérito, conseguiu bater o Porsche 908-2 da equipe Hollywood”.


A SEGUNDA E ÚLTIMA VITÓRIA DO GT 40 NO BRASIL – FESTIVAL DE RECORDES EM CUMBICA, COM SERGIO MATTOS
FOTO REPRODUÇÃO/REVISTA AUTO ESPORTE

“Com a morte da Divisão 6 em 1973, categoria na qual se enquadrava o GT 40 original, a aposentadoria do 1083 parecia definitiva, não fosse pelo acidente sofrido por Arthur Bragantini com seu Avallone-Chrysler em uma corrida de Divisão 4. Sem outra opção, um motor de Maverick foi instalado no carro, que assim pode participar de duas corridas de Divisão 4 pela equipe Ifesteel, obtendo um sexto lugar”.


O FORD GT40 EM1973. PILOTO, ARTHUR BRAGANTINI
FOTO REPRODUÇÃO/REVISTA AUTO ESPORTE)

“Eventualmente o Avallone foi recuperado. Assim acabou a carreira brasileira do Ford GT 40 chassis número 1083. Se durante essa última fase o 1083 ainda era propriedade de Wilson Fittipaldi Junior, não há nada que indique isso claramente”.

“Eventualmente, mais precisamente em 1982, o carro teria sido vendido para George Stauffer, nos Estados Unidos, supostamente por Emerson Fittipaldi e Adrian Hamilton. Stauffer usou bastante o 1083 em corridas de carros antigos, mais do que o carro foi usado no Brasil. O carro foi vendido para Jim George em 1992, e mais uma vez vendido em 2002, para Archie Uriuoli, e continuou a ser usado em corridas de carros históricos”.

“Há sites, entretanto, que alegam que o chassis #1083 foi um modelo produzido em 1965, e não o GT 40 trazido ao Brasil!”

Aqui abaixo, podem vê-lo em ação no Rolex Monterey Historic Automobile Races no Mazda Raceway Laguna Seca [2009], no saca-rolhas. 

Corridas de automóveis históricos da Rolex Monterey no Mazda Raceway Laguna Seca. [reprodução]

Luiz Salomão

Blogueiro e arteiro multimídia por opção. Dublê de piloto do "Okrasa" Conexão direta com o esporte a motor!

2 comentários em “FORD GT 40 – TIVEMOS EXEMPLAR POR AQUI

  • 4 de junho de 2019 em 13:31
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    Vocês esqueceram do gt40 do Alcides Diniz

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    • 5 de junho de 2019 em 19:35
      Permalink

      Não esquecemos não marcelo, mas aEquipe Colégio Arte e Instrução, do Rio de Janeiro, dos Cardosos, em 1969, trouxe um verdadeiro ícone de corrida e só não competiu na época porque estava de carro reserva da equipe mas por aqui competiu entre 1969-1971.

      Resposta

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